Quando Elisa voltou de sua viajem, foi para a casa de Helena. As duas se abraçaram tão forte que parecia que não iam mais se soltar. Helena se sentiu muito mais segura quando viu o rosto de Elisa e sentiu que ela estava ali do seu lado. Os pais de Helena tinham preparado um almoço para a volta de Elisa, Helena estava radiante, estava tudo perfeito, até mesmo as implicâncias de Sofia eram insignificantes. Durante uma conversa na mesa, Helena e Elisa se beijaram ,mas nada demais, um simples selinho, e isso foi o suficiente para Sofia rosnar alguns xingamentos e sair da mesa.
Helena tinha sido tolerante durante todo o almoço, mas, assim que Elisa saiu de sua casa, Helena voltou ao estado intolerante quanto a irmã. Ela subiu as escadas e foi direto ao quarto de Sofia, que estava deitada na cama ouvindo música com fone de ouvido. Helena arrancou o aparelho dos ouvidos da irmã e começou a discutir. Disse que tolerava as provocações que Sofia fazia dirigidas a ela, mas que não engolira em silencio qualquer coisa que dissesse a respeito de Elisa. Sofia tentou retrucar, mas não conseguiu argumentos, e, quando Helena ia saindo, Sofia disse que o Bruno não ia ficar feliz com atitudes assim vindas de Helena.
Helena gelou de pânico na hora. Sofia começou a rir ao notar isso, o que Ra impossível não fazer, mesmo com a irmã de costas para ela. Helena virou-se e, em um piscar de olhos, esva em cima da irmã com a mão estendida, a ponto de atingi-la na cara. Helena viu medo nos olhos de Sofia, o que fez ela desistir e voltar para seu trajeto.
Helena se trancou no quarto e ficou pensando se o fato de Bruno estar seguindo ela tinha alguma coisa a ver com Sofia, se era a mando dela ou se...Ela nem sabia mais no que pensar a respeito disso.
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Capítulo 25 - Proteção
Helena seguiu seu caminho na direção ao apartamento de Thaís evitando pensar no que Bruno havia dito, o que era praticamente impossível. Ela queria saber o que ele faria, o que ele estava planejando.
Depois de andar um pouco, chegou no portão da prédio de Thaís, que veio abrir o portão para ela. Era um prédio antigo, no estilo dos anos 60. Thaís estava diferente, o cabelo tinha perdido o tom avermelhado, o cabelo estava um pouco mais curto, na altura do queixo, estilo Chanel, mas mesmo assim, se mantinha bonita. Estava mais arrumada que o normal, para alguém que está em casa. As duas subiram conversando até o apartamento, nada muito relevante, assuntos do dia a dia, colocando o assunto em dia, afinal, as duas não se conversavam direito deis de a volta de Helena com Elisa.
Chegando no apartamento, Helena viu dois pés com tênis rosas, e quando entrou, viu uma menina que ela conhecia, de algum lugar, não lembrava de onde. Thaís apresentou as duas, era uma prima dela, seu nome era Giovanna. A menina levantou num salto, abraçou Helena e disse que estava muito feliz em conhecê-la, que sentia falta das conversas delas e tudo e tal. Helena então a reconheceu, principalmente depois de ver as mechas rosa na nuca. Era Gina, a garota do blog.
Thaís ficou surpresa das duas se conhecerem, Gina era uma prima dela. As três passaram bastante tempo conversando bastante, fizeram um lanche, discutiram idéias e marcaram de ir ao cinema junto. Infelizmente, estava ficando tarde, Helena e Giovanna tinham que voltar para casa. Thaís as levou para o ponto de ônibus mais próximo, e, depois de Gina ter ido embora, Thaís e Helena conversara, um pouco mais, e Helena contou o que havia acontecido no ônibus. Thaís disse para ela evitar andar sozinha e procurar um jeito de se armar, mesmo que com desodorante aerossol e isqueiro. Ela disse que sabia de um lugar onde ela poderia conseguir spray de pimenta, e que, se ela quisesse, ela poderia conseguir. Helena disse que seria bom, mas não levava muita fé que isso adiantaria alguma coisa. Ela já estava pensando no que fazer a respeito disso. Helena então embarcou no ônibus e acenou para Thaís, que fez o mesmo e segui u seu caminho de volta.
Helena ficou pensando na volta no que poderia fazer para evitar Bruno, pensou logo em uma navalha que tinha em casa, que usava para cortar o cabelo,Pensou em carregá-la na bolsa, mas logo começou a pensar em outras coisas. Talvez um spray de pimenta não fosse má idéia, mas ainda assim, a idéia da navalha não lhe saia da cabeça.
Depois de andar um pouco, chegou no portão da prédio de Thaís, que veio abrir o portão para ela. Era um prédio antigo, no estilo dos anos 60. Thaís estava diferente, o cabelo tinha perdido o tom avermelhado, o cabelo estava um pouco mais curto, na altura do queixo, estilo Chanel, mas mesmo assim, se mantinha bonita. Estava mais arrumada que o normal, para alguém que está em casa. As duas subiram conversando até o apartamento, nada muito relevante, assuntos do dia a dia, colocando o assunto em dia, afinal, as duas não se conversavam direito deis de a volta de Helena com Elisa.
Chegando no apartamento, Helena viu dois pés com tênis rosas, e quando entrou, viu uma menina que ela conhecia, de algum lugar, não lembrava de onde. Thaís apresentou as duas, era uma prima dela, seu nome era Giovanna. A menina levantou num salto, abraçou Helena e disse que estava muito feliz em conhecê-la, que sentia falta das conversas delas e tudo e tal. Helena então a reconheceu, principalmente depois de ver as mechas rosa na nuca. Era Gina, a garota do blog.
Thaís ficou surpresa das duas se conhecerem, Gina era uma prima dela. As três passaram bastante tempo conversando bastante, fizeram um lanche, discutiram idéias e marcaram de ir ao cinema junto. Infelizmente, estava ficando tarde, Helena e Giovanna tinham que voltar para casa. Thaís as levou para o ponto de ônibus mais próximo, e, depois de Gina ter ido embora, Thaís e Helena conversara, um pouco mais, e Helena contou o que havia acontecido no ônibus. Thaís disse para ela evitar andar sozinha e procurar um jeito de se armar, mesmo que com desodorante aerossol e isqueiro. Ela disse que sabia de um lugar onde ela poderia conseguir spray de pimenta, e que, se ela quisesse, ela poderia conseguir. Helena disse que seria bom, mas não levava muita fé que isso adiantaria alguma coisa. Ela já estava pensando no que fazer a respeito disso. Helena então embarcou no ônibus e acenou para Thaís, que fez o mesmo e segui u seu caminho de volta.
Helena ficou pensando na volta no que poderia fazer para evitar Bruno, pensou logo em uma navalha que tinha em casa, que usava para cortar o cabelo,Pensou em carregá-la na bolsa, mas logo começou a pensar em outras coisas. Talvez um spray de pimenta não fosse má idéia, mas ainda assim, a idéia da navalha não lhe saia da cabeça.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Capítulo 24 - Cuidado!
O namoro de Helena e Elisa vai de vento em popa, os pais de Helena dão o maior apoio para as duas, a escola vai indo bem, a não ser pelo distanciamento de Thaís, que, de certa forma, já era esperado. Sofia continuava achando o relacionamento da irmã ridículo, mas isso elas tiravam de letra.
Passado algum tempo, depois das férias de meio de ano, Bruno resolveu aparecer para atormentar a paz que estava a vida de Helena. Começou a rondar a casa, segui-la, mas só quando estava sozinha, não se atrevia a chegar perto de Helena com Elisa por perto. Helena estava a salvo, até que Elisa teve que fazer uma viagem rápida, um fim de semana, para ver seus tios. Ela resistiu um pouco para ir, achava perigoso deixar Helena sozinha com Bruno agindo daquele jeito, mas cedeu após Helena dizer que ficaria tudo bem, que tinha quem a ajudasse na sua ausência.
No sábado, Helena estava em casa com Sofia, mas preferia ignorar a presença da irmã, logo, estava só. Estava no computador, conseguira uma reaproximação de Thaís, mas não era a mesma coisa de antes, mesmo assim, Thaís a chamou para ir a sua casa. Helena aceitou sem pensar, estava feliz, tinha voltado a falar com sua melhor amiga. Se arrumou, e foi. No caminho, notou estar sendo seguida, olhou para trás, discretamente, e viu ele, não se deixou abater, embora tenha sentido um frio na barriga, continuou seu caminho. Estava com medo, tremia por dentro, mas não deixava isso se transformar em desespero aparente. No ponto de ônibus, ela sentou em uma ponta, Bruno, ao seu lado, mas não disseram nada, ficaram mergulhados em um silencio constrangedor. O único movimento feito por Bruno, foi o de se levantar para entrar no ônibus, o mesmo em que Helena embarcara. A garota pagou a passagem e sentou num banco perto do cobrador, sozinha, se ele tentasse alguma coisa, estaria a vista. Ele se sentou no lado oposto do ônibus, de forma que ela pudesse vê-lo. Ela sentia sua nuca sendo perfurada pelos olhos do rapaz, mas ignorou, fingia ler. De repente, ele sumiu do seu campo de visão, ela o viu se levantar e ir em direção ao fundo, justamente quando o ônibus havia parado. Esperou um pouco e olhou para traz, e lá estava ele, sentado ao lado da porta. Seu coração veio a boca, ela teria que passar por lá de qualquer jeito.
Quando chegou no ponto que tinha que descer, Helena deu sinal e foi para a porta. Seu coração estava acelerado, a respiração rápida, estava em pânico, agora aparente. Bruno a cutucou com o pé, ela não olhou, mas mesmo assim ele começou a falar, quase num sussurro, disse que tinha destruído com a vida dele, que por causa da denuncia que ela tinha feito, ficou sendo vigiando por um bom tempo. Helena manteve-se quieta, mas ainda em pânico. Ele a cutucou novamente, dessa vez mais forte. Ela virou a cabeça, estava com os olhos arregalados de medo que ele fizesse alguma coisa, mas nesse momento o ônibus parou e a porta abriu, Helena saiu feito um jato, mas ainda pode ouvir o que Bruno havia dito: “Cuidado!”.
Passado algum tempo, depois das férias de meio de ano, Bruno resolveu aparecer para atormentar a paz que estava a vida de Helena. Começou a rondar a casa, segui-la, mas só quando estava sozinha, não se atrevia a chegar perto de Helena com Elisa por perto. Helena estava a salvo, até que Elisa teve que fazer uma viagem rápida, um fim de semana, para ver seus tios. Ela resistiu um pouco para ir, achava perigoso deixar Helena sozinha com Bruno agindo daquele jeito, mas cedeu após Helena dizer que ficaria tudo bem, que tinha quem a ajudasse na sua ausência.
No sábado, Helena estava em casa com Sofia, mas preferia ignorar a presença da irmã, logo, estava só. Estava no computador, conseguira uma reaproximação de Thaís, mas não era a mesma coisa de antes, mesmo assim, Thaís a chamou para ir a sua casa. Helena aceitou sem pensar, estava feliz, tinha voltado a falar com sua melhor amiga. Se arrumou, e foi. No caminho, notou estar sendo seguida, olhou para trás, discretamente, e viu ele, não se deixou abater, embora tenha sentido um frio na barriga, continuou seu caminho. Estava com medo, tremia por dentro, mas não deixava isso se transformar em desespero aparente. No ponto de ônibus, ela sentou em uma ponta, Bruno, ao seu lado, mas não disseram nada, ficaram mergulhados em um silencio constrangedor. O único movimento feito por Bruno, foi o de se levantar para entrar no ônibus, o mesmo em que Helena embarcara. A garota pagou a passagem e sentou num banco perto do cobrador, sozinha, se ele tentasse alguma coisa, estaria a vista. Ele se sentou no lado oposto do ônibus, de forma que ela pudesse vê-lo. Ela sentia sua nuca sendo perfurada pelos olhos do rapaz, mas ignorou, fingia ler. De repente, ele sumiu do seu campo de visão, ela o viu se levantar e ir em direção ao fundo, justamente quando o ônibus havia parado. Esperou um pouco e olhou para traz, e lá estava ele, sentado ao lado da porta. Seu coração veio a boca, ela teria que passar por lá de qualquer jeito.
Quando chegou no ponto que tinha que descer, Helena deu sinal e foi para a porta. Seu coração estava acelerado, a respiração rápida, estava em pânico, agora aparente. Bruno a cutucou com o pé, ela não olhou, mas mesmo assim ele começou a falar, quase num sussurro, disse que tinha destruído com a vida dele, que por causa da denuncia que ela tinha feito, ficou sendo vigiando por um bom tempo. Helena manteve-se quieta, mas ainda em pânico. Ele a cutucou novamente, dessa vez mais forte. Ela virou a cabeça, estava com os olhos arregalados de medo que ele fizesse alguma coisa, mas nesse momento o ônibus parou e a porta abriu, Helena saiu feito um jato, mas ainda pode ouvir o que Bruno havia dito: “Cuidado!”.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Capitulo 23 - Triunfo
Helena passou o resto da tarde preparando as coisas para o jantar, ligou para seus pais e avisou da vinda de Elisa naquela noite, mas ainda não disse nada a respeito do relacionamento que tinha com ela, preferiu deixar para a noite.
Depois que tudo estava encaminhado e que seus pais haviam chagado, deixou o comando das panelas nas mãos deles e foi se arrumar, tomou um banho e colocou um vestido creme que tinha comprado não havia muito tempo, era bem casual, mas muito bonito. Não colocou nada preto, o seu cabelo, que a esta altura já estava mais castanho do que preto, já bastava, colocou alguns anéis e prendeu uma parte do cabelo numa trança, como vira em um desses sites que dão dicas de beleza.
Passado todo esse ritual de preparação, desceu para ver o que faltava, seus pais até se assustaram com o modo como helena estava vestida e perguntaram o que tinha de tão especial naquele jantar, mas ela não respondeu, apenas voltou ao comando da cozinha, tomando o cuidado de colocar um avental para não sujar a roupa, enquanto seus pais iam se arrumar. No meio disso tudo, Sofia chega abrindo a porta e se jogando no sofá. Helena, ouvindo o som da porta, vai até a sala e diz para ela ir se arrumar que teriam visita, mas não mencionou que era. Sofia concordou sem muita resistência e subiu para se aprontar. Helena estava radiante com aquilo, mataria dois coelhos numa cajadada só, pois, deixaria de esconder seu relacionamento dos pais e, com isso, evitaria qualquer chantagem futura da parte de Sofia.
Helena estava na cozinha quando a campainha tocou, seus pais desceram as escadas rapidamente, Sofia desceu colocando brincos e passando o blush, estavam todos bem arrumados, parecia até um grande evento. Helena foi tão feliz para a porta que acabou esquecendo de tirar o avental, o que, por sorte, notou antes de abrir a porta e o fez. Quando, enfim, abriu a porta, lá estava Elisa, linda como sempre, também usando um vestido, só que o dela era um pouco mais curto e rosa bebê. Estava com um salto não muito alto e com uma presilha segurando a franja que já lhe caia sobre os olhos quando solta. Ela estava sorridente também, cumprimentou Helena como se fosse apenas uma amiga, com um beijo na bochecha e um longo abraço. Ao ver Elisa, seus pais sorriram, Sofia ficou chocada, e, vendo essa reação, Helena lhe sorriu com certo ar de triunfo.
Na hora do jantar, depois de muita conversa, Helena finalmente se sentiu confortável para fazer o anuncio e o fez, nervosíssima, claro, mas segura. Seus pais ficaram surpresos, mas nem tanto, não fizeram nenhuma objeção ou qualquer coisa do tipo, sua mãe apenas disse que se aquilo lhe fazia feliz, ela estava bem. Quem não aceitou aquilo foi Sofia, que protestou, dizendo que as duas juntas era nojento, ridículo e etc., aí si, seus pais tiveram uma reação mais “dura”, mas Helena dominou a situação dizendo que Sofia só não gostava dela e Elisa porque ela tinha inveja da sua felicidade. Sofia então começou a falar barbaridades e a ofender Elisa, que não agüentou quieta, começou a rebater Sofia delicadamente, sem fazer o que a garota fazia, levantar a voz, o que a deixava cada vez mais irritada. Silvia resolveu dar um basta nisso tudo e mandou Sofia subir para seu quarto e ficar lá, a garota ia retrucar, mas ao ver o olhar da mãe, subiu as escadas rapidamente.
O resto da noite foi ótima, Elisa Helena e seus pais conversaram muito, e o melhor, sem se quere tocarem no assunto do namoro das duas, foi isso que fez Helena ir dormir bem aquela noite.
Depois que tudo estava encaminhado e que seus pais haviam chagado, deixou o comando das panelas nas mãos deles e foi se arrumar, tomou um banho e colocou um vestido creme que tinha comprado não havia muito tempo, era bem casual, mas muito bonito. Não colocou nada preto, o seu cabelo, que a esta altura já estava mais castanho do que preto, já bastava, colocou alguns anéis e prendeu uma parte do cabelo numa trança, como vira em um desses sites que dão dicas de beleza.
Passado todo esse ritual de preparação, desceu para ver o que faltava, seus pais até se assustaram com o modo como helena estava vestida e perguntaram o que tinha de tão especial naquele jantar, mas ela não respondeu, apenas voltou ao comando da cozinha, tomando o cuidado de colocar um avental para não sujar a roupa, enquanto seus pais iam se arrumar. No meio disso tudo, Sofia chega abrindo a porta e se jogando no sofá. Helena, ouvindo o som da porta, vai até a sala e diz para ela ir se arrumar que teriam visita, mas não mencionou que era. Sofia concordou sem muita resistência e subiu para se aprontar. Helena estava radiante com aquilo, mataria dois coelhos numa cajadada só, pois, deixaria de esconder seu relacionamento dos pais e, com isso, evitaria qualquer chantagem futura da parte de Sofia.
Helena estava na cozinha quando a campainha tocou, seus pais desceram as escadas rapidamente, Sofia desceu colocando brincos e passando o blush, estavam todos bem arrumados, parecia até um grande evento. Helena foi tão feliz para a porta que acabou esquecendo de tirar o avental, o que, por sorte, notou antes de abrir a porta e o fez. Quando, enfim, abriu a porta, lá estava Elisa, linda como sempre, também usando um vestido, só que o dela era um pouco mais curto e rosa bebê. Estava com um salto não muito alto e com uma presilha segurando a franja que já lhe caia sobre os olhos quando solta. Ela estava sorridente também, cumprimentou Helena como se fosse apenas uma amiga, com um beijo na bochecha e um longo abraço. Ao ver Elisa, seus pais sorriram, Sofia ficou chocada, e, vendo essa reação, Helena lhe sorriu com certo ar de triunfo.
Na hora do jantar, depois de muita conversa, Helena finalmente se sentiu confortável para fazer o anuncio e o fez, nervosíssima, claro, mas segura. Seus pais ficaram surpresos, mas nem tanto, não fizeram nenhuma objeção ou qualquer coisa do tipo, sua mãe apenas disse que se aquilo lhe fazia feliz, ela estava bem. Quem não aceitou aquilo foi Sofia, que protestou, dizendo que as duas juntas era nojento, ridículo e etc., aí si, seus pais tiveram uma reação mais “dura”, mas Helena dominou a situação dizendo que Sofia só não gostava dela e Elisa porque ela tinha inveja da sua felicidade. Sofia então começou a falar barbaridades e a ofender Elisa, que não agüentou quieta, começou a rebater Sofia delicadamente, sem fazer o que a garota fazia, levantar a voz, o que a deixava cada vez mais irritada. Silvia resolveu dar um basta nisso tudo e mandou Sofia subir para seu quarto e ficar lá, a garota ia retrucar, mas ao ver o olhar da mãe, subiu as escadas rapidamente.
O resto da noite foi ótima, Elisa Helena e seus pais conversaram muito, e o melhor, sem se quere tocarem no assunto do namoro das duas, foi isso que fez Helena ir dormir bem aquela noite.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Capitulo 22 - Volta
Já faziam duas semanas que Elisa e Helena haviam brigado, elas só se falavam quando era necessário, só o trivial mesmo. Helena ainda não se conformava com a atitude de Elisa, seu único apoio era Thaís, que por sua vez, não sabia o que fazer, tinha sua chance de conquistar Helena, mas não tinha coragem pra fazer nada.
Elisa também não estava muito bem com toda essa situação, estava triste com aquilo, mas, tomar aquela atitude foi necessário, afinal, se incomodava com o carinho excessivo de Thaís por Helena, mas tinha um bom coração, bom até demais, para abrir mão da sua felicidade para deixar que uma terceira tivesse sua chance.
Um dia que Helena faltou na escola por ter “perdido a hora”, Thaís resolveu passar lá depois da aula, para ver o que se havia acontecido alguma coisa, e, sem querer, comentou com Elisa, que lhe deu um olhar duro. Thaís pediu desculpa, mas logo Elisa se virou para ela e abriu um sorriso, como se dissesse “tudo bem”, mas logo o fechou e a encostou na parede e disse que era essa sua chance de realizar seu sonho. Disse que no dia seguinte tomaria uma atitude para acabar com o clima ruim que ficara entre ela e Helena se Thaís não fizesse nada. Depois dessa atitude inesperada, Elisa saiu quase correndo, e Thaís pode ver que os seus olhos estavam cheios de água.
Depois da aula, Thaís foi para casa de Helena pensando no que Elisa tinha dito e tomou uma decisão quando a amiga abriu a porta. Helena estava de cabelo preso, uma camiseta velha de seu pai e um shortinho. Thaís entrou e as duas foram conversando até o quarto, Thaís foi contando como foi o dia na escola e então, quando teve certeza de que a casa estava vazia, segurou Helena pelos pulsos e a beijou. Helena ficou assustada com a ação e empurrou Thaís para trás e começou a fazer mil perguntas como, o que havia acontecido, se ela estava louca e essas coisas. Thaís ouviu tudo de cabeça baixa e sem dizer uma palavra, esperou que Helena se acalmar, e então, levantou a cabeça, com um sorriso molhado pelas lágrimas que lhe escorriam pelo rosto e disse que podia voltar para casa feliz, e que Helena podia retomar sua vida com Elisa em paz que ela não incomodaria mais elas. Helena ficou espantada, o que ela queria dizer com aquilo? Imediatamente pediu desculpas pela forma com que falou, mas foi surpreendida por um abraço apertadíssimo de Thaís, que podia lhe quebrar os ossos se ela colocasse um pouco mais de força, então ouviu uma voz doce e embargada lhe dizer ao pé do ouvido “te amo”, então sentiu seu corpo sendo solto lentamente, e, antes que pudesse dizer alguma coisa, Thaís saiu correndo, abriu a porta e saiu.
Helena ficou confusa demais, mas, naquele mesmo instante, pegou o telefone e ligou para Elisa, contando tudo o que havia acontecido, e dizendo que não suportava mais ficar longe dela. Elisa disse com a voz falha que também a queria de volta, e então, Helena disse para que viesse a sua casa de noite que a apresentaria a seus pais como namorada, se ela aceitasse voltar. Esse foi o pico, Elisa desabou em lágrimas de felicidade e disse que era claro que voltaria e que estaria na casa de Helena naquela noite. As duas choraram horrores juntas no telefone e quando desligaram, finalmente não teriam que esconder mais nada de ninguém.
Elisa também não estava muito bem com toda essa situação, estava triste com aquilo, mas, tomar aquela atitude foi necessário, afinal, se incomodava com o carinho excessivo de Thaís por Helena, mas tinha um bom coração, bom até demais, para abrir mão da sua felicidade para deixar que uma terceira tivesse sua chance.
Um dia que Helena faltou na escola por ter “perdido a hora”, Thaís resolveu passar lá depois da aula, para ver o que se havia acontecido alguma coisa, e, sem querer, comentou com Elisa, que lhe deu um olhar duro. Thaís pediu desculpa, mas logo Elisa se virou para ela e abriu um sorriso, como se dissesse “tudo bem”, mas logo o fechou e a encostou na parede e disse que era essa sua chance de realizar seu sonho. Disse que no dia seguinte tomaria uma atitude para acabar com o clima ruim que ficara entre ela e Helena se Thaís não fizesse nada. Depois dessa atitude inesperada, Elisa saiu quase correndo, e Thaís pode ver que os seus olhos estavam cheios de água.
Depois da aula, Thaís foi para casa de Helena pensando no que Elisa tinha dito e tomou uma decisão quando a amiga abriu a porta. Helena estava de cabelo preso, uma camiseta velha de seu pai e um shortinho. Thaís entrou e as duas foram conversando até o quarto, Thaís foi contando como foi o dia na escola e então, quando teve certeza de que a casa estava vazia, segurou Helena pelos pulsos e a beijou. Helena ficou assustada com a ação e empurrou Thaís para trás e começou a fazer mil perguntas como, o que havia acontecido, se ela estava louca e essas coisas. Thaís ouviu tudo de cabeça baixa e sem dizer uma palavra, esperou que Helena se acalmar, e então, levantou a cabeça, com um sorriso molhado pelas lágrimas que lhe escorriam pelo rosto e disse que podia voltar para casa feliz, e que Helena podia retomar sua vida com Elisa em paz que ela não incomodaria mais elas. Helena ficou espantada, o que ela queria dizer com aquilo? Imediatamente pediu desculpas pela forma com que falou, mas foi surpreendida por um abraço apertadíssimo de Thaís, que podia lhe quebrar os ossos se ela colocasse um pouco mais de força, então ouviu uma voz doce e embargada lhe dizer ao pé do ouvido “te amo”, então sentiu seu corpo sendo solto lentamente, e, antes que pudesse dizer alguma coisa, Thaís saiu correndo, abriu a porta e saiu.
Helena ficou confusa demais, mas, naquele mesmo instante, pegou o telefone e ligou para Elisa, contando tudo o que havia acontecido, e dizendo que não suportava mais ficar longe dela. Elisa disse com a voz falha que também a queria de volta, e então, Helena disse para que viesse a sua casa de noite que a apresentaria a seus pais como namorada, se ela aceitasse voltar. Esse foi o pico, Elisa desabou em lágrimas de felicidade e disse que era claro que voltaria e que estaria na casa de Helena naquela noite. As duas choraram horrores juntas no telefone e quando desligaram, finalmente não teriam que esconder mais nada de ninguém.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Capítulo 21 - Tempo
Ao levantar-se no dia seguinte, Helena notou que estava nua e foi logo se vestir. Olhou no relógio e saiu correndo, estava atrasada. Pegou uma maça na fruteira e saiu comendo. Pegou o ônibus, sentou-se e finalmente pode respirar e descansar as pernas. Quando se sentou, pode notar a roupa que tinha pego, nada combinava com nada ali, sem contar que estava super estranha, calça xadrez, camiseta listrada e blusa de bolinhas. Tá bom, não era tão assim, mas parecido.
Helena conseguiu chegar a tempo de entrar na segunda aula, o que foi um alivio, pois tinha prova naquele dia. Quando entrou na sala, foi logo falar com Elisa, para pegar a matéria que tinha perdido e, sem perceber, cumprimentou-a com um selinho. Naquele momento parece que todas as cabeças dos alunos que ali estavam tinham se virado para elas. Helena ficou vermelha na hora, deu uma risadinha desconsertada, sentou-se e ficou parada, dura feito pedra. Elisa se virou, entregou se caderno aberto na página da matéria e apontou o início. Helena agradeceu e começou a copiar a lição mecanicamente. Aquilo tinha a deixado realmente tímida. Achou estranho isso, não tinha vergonha de seu relacionamento, que não era um namoro, mas já era alguma coisa a mais que uma amizade, porem, não contava nada a ninguém, temia a reação das pessoas.
No intervalo, Elisa e Helena ficaram na sala para estudar pra prova, que seria na aula seguinte, Thaís veio para a sala fazer companhia e estudar também, sua prova seria na aula depois da delas. Elas começaram a ler alguns textos, discutir algumas coisas, até que Elisa finalmente caiu no assunto do beijo da chegada. Helena enrubesceu novamente, Thaís não falou nada, apenas abaixou os olhos. Elisa perguntou por que tinha ficado tão tímida, Helena não soube responder, então Elisa perguntou se Helena tinha vergonha dela, Helena respondeu que não, sem pensar duas vezes. As duas iniciaram uma pequena discussão a respeito disso, Thaís se manteve na sala o tempo todo, lendo alguns textos, fazendo algumas anotações, mas se segurando para não falar nada. Helena achava que Elisa estava indo rápido demais com relação a esse relacionamento, disse que tudo aquilo era novo pra ela, que tinha muito o que descobrir e etc. Elisa ficou um tanto desapontada com isso, dava pra ver isso impresso na sua expressão, então disse para que elas dessem um tempo, mas que continuassem se falando, porém, apenas isso. Neste momento, Helena perdeu o chão e Thaís levantou a cabeça tão rápido que Elisa até se assustou um pouco. Helena ficou parada, olhando para Elisa, como quem diz para não fazer isso. Elas foram interrompidas pelo som do sinal e das pessoas subindo para sala. Elisa pegou seu caderno e se virou, Thais continuou lá, Helena se levantou com a mão no rosto e atravessou a multidão que entrava pela porta. Elisa então pegou um papel, escreveu alguma coisa, entregou a Thaís e disse para que acompanhasse Helena. Thaís pegou o papel e foi abrir para ler, mas Elisa disse para que o fizesse depois, Thaís obedeceu e saiu pela porta.
Elisa ficou sentada no seu lugar, no meio da sala, abaixou a cabeça, deixando seu cabelo ruivo cair e cobrir seu rosto, não por completo, mas apenas os olhos, isso era suficiente para cobrisse aas lágrimas que lhe enchiam os olhos e escorriam pelo nariz.
Depois de “socorrer” Helena, Thaís foi para sua sala, sentou-se no seu lugar e abriu o papel que Elisa lhe entregara, e lá estava escrito “Essa é sua chance”
Helena conseguiu chegar a tempo de entrar na segunda aula, o que foi um alivio, pois tinha prova naquele dia. Quando entrou na sala, foi logo falar com Elisa, para pegar a matéria que tinha perdido e, sem perceber, cumprimentou-a com um selinho. Naquele momento parece que todas as cabeças dos alunos que ali estavam tinham se virado para elas. Helena ficou vermelha na hora, deu uma risadinha desconsertada, sentou-se e ficou parada, dura feito pedra. Elisa se virou, entregou se caderno aberto na página da matéria e apontou o início. Helena agradeceu e começou a copiar a lição mecanicamente. Aquilo tinha a deixado realmente tímida. Achou estranho isso, não tinha vergonha de seu relacionamento, que não era um namoro, mas já era alguma coisa a mais que uma amizade, porem, não contava nada a ninguém, temia a reação das pessoas.
No intervalo, Elisa e Helena ficaram na sala para estudar pra prova, que seria na aula seguinte, Thaís veio para a sala fazer companhia e estudar também, sua prova seria na aula depois da delas. Elas começaram a ler alguns textos, discutir algumas coisas, até que Elisa finalmente caiu no assunto do beijo da chegada. Helena enrubesceu novamente, Thaís não falou nada, apenas abaixou os olhos. Elisa perguntou por que tinha ficado tão tímida, Helena não soube responder, então Elisa perguntou se Helena tinha vergonha dela, Helena respondeu que não, sem pensar duas vezes. As duas iniciaram uma pequena discussão a respeito disso, Thaís se manteve na sala o tempo todo, lendo alguns textos, fazendo algumas anotações, mas se segurando para não falar nada. Helena achava que Elisa estava indo rápido demais com relação a esse relacionamento, disse que tudo aquilo era novo pra ela, que tinha muito o que descobrir e etc. Elisa ficou um tanto desapontada com isso, dava pra ver isso impresso na sua expressão, então disse para que elas dessem um tempo, mas que continuassem se falando, porém, apenas isso. Neste momento, Helena perdeu o chão e Thaís levantou a cabeça tão rápido que Elisa até se assustou um pouco. Helena ficou parada, olhando para Elisa, como quem diz para não fazer isso. Elas foram interrompidas pelo som do sinal e das pessoas subindo para sala. Elisa pegou seu caderno e se virou, Thais continuou lá, Helena se levantou com a mão no rosto e atravessou a multidão que entrava pela porta. Elisa então pegou um papel, escreveu alguma coisa, entregou a Thaís e disse para que acompanhasse Helena. Thaís pegou o papel e foi abrir para ler, mas Elisa disse para que o fizesse depois, Thaís obedeceu e saiu pela porta.
Elisa ficou sentada no seu lugar, no meio da sala, abaixou a cabeça, deixando seu cabelo ruivo cair e cobrir seu rosto, não por completo, mas apenas os olhos, isso era suficiente para cobrisse aas lágrimas que lhe enchiam os olhos e escorriam pelo nariz.
Depois de “socorrer” Helena, Thaís foi para sua sala, sentou-se no seu lugar e abriu o papel que Elisa lhe entregara, e lá estava escrito “Essa é sua chance”
terça-feira, 4 de maio de 2010
Capítulo 20 - Chantagem
Depois de passar o dia todo no parque com Elisa e a dúvida na cabeça, Helena chegou em casa morta de cansaço. Passou pela sala, onde seus pais assistiam tevê, como de costume. Eles a cumprimentaram, sem nenhuma alteração ou reação diferente do comum. “Ela não deve ter contado” pensou consigo. Subiu as escadas, tomou um banho e saiu enrolada na toalha, como sempre, e foi direto para seu quarto.
Ao abrir a porta, se deparou com Sofia sentada na sua cama e as gavetas da escrivaninha no chão, todas reviradas. Helena mandou Sofia arrumar toda aquela zona e sair do quarto, esta, por sua vez, não moveu um músculo. Sofia disse que não sairia até que contasse o que estava acontecendo, o que era aquilo que ela tinha visto na cozinha mais cedo. Helena disse que era o que ela estava pensando mesmo, sua irmã estava beijando uma garota. Sofia ameaçou contar isso aos pais, chamou Helena de doente, disse que precisava de tratamentos, enfim. Tudo só cessou quando Silvia deu um grito da sala querendo saber o que estava acontecendo, Helena disse que nada, antes que Sofia se pronunciasse.
Sofia disse que iria contar para seus pais a respeito de Helena e Elisa a não ser que Helena fizesse “favores” a ela. Helena pegou a irmã pelo braço e a jogou para fora do quarto, disse não ser tão tola e vulnerável para ser atingida com chantagens baratas e desgastadas. Disse que não tinha vergonha do que estava fazendo. Sofia retrucou perguntando por que então não contara para seus pais. Helena se calou, não tinha pensado nisso, já que não tinha medo, por que não contava logo de uma vez e acabava com isso, mas estava receosa da reação que poderiam ter. Helena se perdeu em seus pensamentos e só foi acordar desse transe quando seu pai subiu e a viu segurando Sofia e olhando para o nada. Empurrou a garota, não com muita força, mas o suficiente para afastá-la da porta e conseguir fechá-la sem resistência externa e trancou-a.
Helena, então, sentou-se na cama, pegou um caderno e começou a escrever algumas coisas, as vezes até desconexas, mas que lhe eram como um desabafo. Dormiu ali, agarrada no caderno, apenas de toalha, no meio da bagunça de seu quarto de seus pensamentos.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Capítulo 19 - Descoberta
Depois da aula, Helena foi para casa que, como sempre estava vazia. Comeu alguma coisa, subiu para seu quarto, ligou o computador, colocou uma música bem alta e foi pra a o banheiro, que era do lado, tomar banho.Tudo como sempre fazia. Saiu do banho, se arrumou e ficou no computador enquanto esperava Elisa, iriam dar uma volta pela cidade, ir ao parque, essas coisas. Enquanto isso ficou na internet, vendo algumas coisas em sites de relacionamento, blogs de diversos assuntos. Algum tempo depois ouviu a campainha, desceu, desta vez com mais cuidado, vai que era o Bruno. Chegou na porta, olhou pelo olho mágico e viu aquele cabelo laranja, abriu a porta e disse para Elisa entrar. Elisa olhou para Helena e disse que estava linda, foi ai que Helena notou que já se vestia mais “coloridamente”, estava até parecida, em partes, com Elisa, no mesmo estilo.
As duas subiram as escadas, Helena foi desligar o computador, Elisa ficou sentada na cama enquanto esperava a outra terminar de se arrumar. Quando estavam prontas, desceram as escadas e foram pra cozinha, pegar um copo d’água. Elas começaram a conversar sobre o que fariam fazer planos, e, como todo casal, deram-se um beijo.
Nesse instante, a porta se abriu, mas elas não ouviram. Sofia entrou e foi direto para cozinha e soltou um grito quando se deparou com a cena. As duas se soltaram espantadas, Helena não pensou duas vezes, agarrou o braço de Elisa e saiu pela porta, e se deparou com os pais, que não tinham visto nada. Ela abaixou a cabeça e saiu sem dar tempo se quer de eles a cumprimentaram. Elisa estava um tanto atordoada, não entendeu direito o que aconteceu, foi apenas levada.
Depois de andarem um bom tempo, se sentaram, Helena se desculpou pela atitude, Elisa perguntou por que tinha a tomado, então Helena disse que não havia contado sobre elas para os pais e que tinha medo da reação, embora fossem bem liberais. Elisa entendeu, mas disse que não precisava de tanto, e Helena retrucou dizendo que precisava, não pelos pais dela, mas por Sofia, que é escandalosa e daria um verdadeiro show, dizendo as maiores besteiras do mundo, e que Elisa não precisava ouvir isso.
Depois de se recuperarem do susto, seguiram para o parque, mas Helena ficou com aquilo na cabeça: “Será que ela vai contar?”.
As duas subiram as escadas, Helena foi desligar o computador, Elisa ficou sentada na cama enquanto esperava a outra terminar de se arrumar. Quando estavam prontas, desceram as escadas e foram pra cozinha, pegar um copo d’água. Elas começaram a conversar sobre o que fariam fazer planos, e, como todo casal, deram-se um beijo.
Nesse instante, a porta se abriu, mas elas não ouviram. Sofia entrou e foi direto para cozinha e soltou um grito quando se deparou com a cena. As duas se soltaram espantadas, Helena não pensou duas vezes, agarrou o braço de Elisa e saiu pela porta, e se deparou com os pais, que não tinham visto nada. Ela abaixou a cabeça e saiu sem dar tempo se quer de eles a cumprimentaram. Elisa estava um tanto atordoada, não entendeu direito o que aconteceu, foi apenas levada.
Depois de andarem um bom tempo, se sentaram, Helena se desculpou pela atitude, Elisa perguntou por que tinha a tomado, então Helena disse que não havia contado sobre elas para os pais e que tinha medo da reação, embora fossem bem liberais. Elisa entendeu, mas disse que não precisava de tanto, e Helena retrucou dizendo que precisava, não pelos pais dela, mas por Sofia, que é escandalosa e daria um verdadeiro show, dizendo as maiores besteiras do mundo, e que Elisa não precisava ouvir isso.
Depois de se recuperarem do susto, seguiram para o parque, mas Helena ficou com aquilo na cabeça: “Será que ela vai contar?”.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Capítulo 18 - Defesa
Algum tempo depois, quando a história do Bruno se acalmou, já estava tudo de volta ao normal. Helena estava feliz com Elisa, Thaís estava normal, Sofia não criava mais problemas... Enfim, tudo parecia bem. Porém, certo dia, quando Helena conversava com Elisa e Thaís num canto do pátio no intervalo, veio na direção delas uma sombra e, quando olharam para cima, viram Bruno, que não aparecia na escola desde a “visita” a Helena.
Na hora, as três se levantaram, Elisa e Thaís colocaram-se a frente de Helena, mas ela recusou a proteção. Helena ficou cara a cara com Bruno, que não fez nada. Helena perguntou o que ele queria, ele respondeu que queria saber por que tinha o denunciado. Ela começou a rir, rir loucamente e, num súbito, parou e disse que não sabia, ironicamente. Bruno a agarrou pelos braços, as duas atrás forma para cima dele, mas Helena as conteve e falou para ele a soltar, ele a apertou com mais força e aproximou seu rosto de dela. De repente, o rosto dele não estava mais junto ao dela e quando olhou, Elisa estava de punhos serrados com uma cara de espanto, mas quem deu o soco foi Thaís, que a essa hora já estava de pé olhando Bruno de cima, dizendo para nunca mais chegar perto de Helena. Deu um chute no rapaz no chão, puxou Helena e Elisa pelo braço e saiu no meio da multidão que se formara rapidamente ao redor deles.
Thaís as levou para o banheiro da escola, as poucas meninas que estavam lá foram expulsas por Thaís e logo o banheiro estava vazio. Helena perguntou por que fez isso, Thaís disse que não queria vê-la com aquele crápula de novo, que ele a machucaria que ela a... parou de falar. Helena insistiu para que falasse, mas não adiantou. Elisa completou a frase dizendo que ela a queria bem e se incluiu nisso Disse que se não fosse Thaís teria sido ela que teria socado Bruno. Helena disse que não precisava ter feito isso, que se viraria sozinha. Thaís disse que não aguentou, foi mais forte que ela. Helena entendeu e lhe deu um abraço e foi saindo do banheiro, pois o sinal havia tocado e o banheiro começado a se encher de meninas tagarelando.
Thaís e Elisa ficaram no banheiro mais alguns segundos, e neles, Thaís sussurrou para Elisa “Obrigada”. Elisa deu uma risadinha, mas logo disse “Ela já deve suspeitar”. Thaís perguntou como sabia, desde quando sabia que ela... Mas Elisa não disse nada e saiu rindo.
Na hora, as três se levantaram, Elisa e Thaís colocaram-se a frente de Helena, mas ela recusou a proteção. Helena ficou cara a cara com Bruno, que não fez nada. Helena perguntou o que ele queria, ele respondeu que queria saber por que tinha o denunciado. Ela começou a rir, rir loucamente e, num súbito, parou e disse que não sabia, ironicamente. Bruno a agarrou pelos braços, as duas atrás forma para cima dele, mas Helena as conteve e falou para ele a soltar, ele a apertou com mais força e aproximou seu rosto de dela. De repente, o rosto dele não estava mais junto ao dela e quando olhou, Elisa estava de punhos serrados com uma cara de espanto, mas quem deu o soco foi Thaís, que a essa hora já estava de pé olhando Bruno de cima, dizendo para nunca mais chegar perto de Helena. Deu um chute no rapaz no chão, puxou Helena e Elisa pelo braço e saiu no meio da multidão que se formara rapidamente ao redor deles.
Thaís as levou para o banheiro da escola, as poucas meninas que estavam lá foram expulsas por Thaís e logo o banheiro estava vazio. Helena perguntou por que fez isso, Thaís disse que não queria vê-la com aquele crápula de novo, que ele a machucaria que ela a... parou de falar. Helena insistiu para que falasse, mas não adiantou. Elisa completou a frase dizendo que ela a queria bem e se incluiu nisso Disse que se não fosse Thaís teria sido ela que teria socado Bruno. Helena disse que não precisava ter feito isso, que se viraria sozinha. Thaís disse que não aguentou, foi mais forte que ela. Helena entendeu e lhe deu um abraço e foi saindo do banheiro, pois o sinal havia tocado e o banheiro começado a se encher de meninas tagarelando.
Thaís e Elisa ficaram no banheiro mais alguns segundos, e neles, Thaís sussurrou para Elisa “Obrigada”. Elisa deu uma risadinha, mas logo disse “Ela já deve suspeitar”. Thaís perguntou como sabia, desde quando sabia que ela... Mas Elisa não disse nada e saiu rindo.
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domingo, 31 de janeiro de 2010
Capitulo 17 - Será
Depois da delegacia, os pais de Helena deixaram as três em casa e foram trabalhar, afinal, tinham ainda a tarde toda pela frente.
Helena foi direto para a cozinha, para ver o que tinha para fazer de almoço. Decidiu fazer macarrão, não estava muito a fim de fazer arroz, além de que estavam com fome.
Enquanto estava cozinhando, Elisa e Thaís ficaram sentadas na mesa da cozinha observando Helena. Daí surgiu à cena de ciúmes mais engraçada. Se Elisa perguntava para Helena se queria ajuda e Helena dizia para fazer algo, Elisa não tinha nem tempo de levantar ou dar um passo, pois Thaís já havia feito. O mesmo acontecia se Thaís era requisitada. De repente, Helena começou a rir muito, sem parar, a ponto de lhe caírem lágrimas. As duas ficaram sem entender, mas ao prestarem atenção no que estavam fazendo, também caíram na gargalhada. Abas estavam segurando o mesmo escorredor de macarrão, e uma não havia se dado conta de que a outra o fazia.
As três comeram um belíssimo macarrão com lingüiça calabresa ralada. Depois disso, dividiram as funções, Elisa lavava, Thaís secava e Helena guardava a louça, assim não haveriam mais discussões.
Depois de almoçarem, as três subiram para o quarto de Helena e ficaram conversando, enquanto Helena mexia no computador e ouvia uma música. Thaís e Elisa acabaram que se entendendo. Aliás, a Thaís que se entendeu com a Elisa, afinal, era ela que não gostava da outra.
Thaís teve que ir embora por volta das três da tarde, tinha algumas coisas para fazer em casa, então ficaram só Helena e Elisa em casa. Elas continuaram conversando normalmente, até que Elisa perguntou como era a relação de Helena com Thaís, e ela respondeu que eram grandes amigas desde a sétima série. Depois de responder, Helena perguntou o porquê da questão. Elisa disse que não era nada, que era só impressão. Helena ficou mais curiosa ainda e perguntou novamente. Depois de tanto insistir, Elisa disse que parecia que Thaís gostava de Helena, pelo jeito de falar com ela, de olhar e etc. Helena riu, disse que não tinha nada a ver, que realmente era impressão.
Quando Helena foi dormir, lembrou do que Elisa havia dito, e ficou se perguntando se era verdade. Helena não sabia se era ou não verdade, mas fazia sentido, pois, afinal de contas, porque ela Fe=içaria tão abalada ao vê-la com Elisa? Por que não gostava dela, sem ao menos conhecer? Helena só conseguiu parar de pensar nisso quando pegou no sono, e mesmo assim, nos sonhos, aparecia essa duvida. Será?
Helena foi direto para a cozinha, para ver o que tinha para fazer de almoço. Decidiu fazer macarrão, não estava muito a fim de fazer arroz, além de que estavam com fome.
Enquanto estava cozinhando, Elisa e Thaís ficaram sentadas na mesa da cozinha observando Helena. Daí surgiu à cena de ciúmes mais engraçada. Se Elisa perguntava para Helena se queria ajuda e Helena dizia para fazer algo, Elisa não tinha nem tempo de levantar ou dar um passo, pois Thaís já havia feito. O mesmo acontecia se Thaís era requisitada. De repente, Helena começou a rir muito, sem parar, a ponto de lhe caírem lágrimas. As duas ficaram sem entender, mas ao prestarem atenção no que estavam fazendo, também caíram na gargalhada. Abas estavam segurando o mesmo escorredor de macarrão, e uma não havia se dado conta de que a outra o fazia.
As três comeram um belíssimo macarrão com lingüiça calabresa ralada. Depois disso, dividiram as funções, Elisa lavava, Thaís secava e Helena guardava a louça, assim não haveriam mais discussões.
Depois de almoçarem, as três subiram para o quarto de Helena e ficaram conversando, enquanto Helena mexia no computador e ouvia uma música. Thaís e Elisa acabaram que se entendendo. Aliás, a Thaís que se entendeu com a Elisa, afinal, era ela que não gostava da outra.
Thaís teve que ir embora por volta das três da tarde, tinha algumas coisas para fazer em casa, então ficaram só Helena e Elisa em casa. Elas continuaram conversando normalmente, até que Elisa perguntou como era a relação de Helena com Thaís, e ela respondeu que eram grandes amigas desde a sétima série. Depois de responder, Helena perguntou o porquê da questão. Elisa disse que não era nada, que era só impressão. Helena ficou mais curiosa ainda e perguntou novamente. Depois de tanto insistir, Elisa disse que parecia que Thaís gostava de Helena, pelo jeito de falar com ela, de olhar e etc. Helena riu, disse que não tinha nada a ver, que realmente era impressão.
Quando Helena foi dormir, lembrou do que Elisa havia dito, e ficou se perguntando se era verdade. Helena não sabia se era ou não verdade, mas fazia sentido, pois, afinal de contas, porque ela Fe=içaria tão abalada ao vê-la com Elisa? Por que não gostava dela, sem ao menos conhecer? Helena só conseguiu parar de pensar nisso quando pegou no sono, e mesmo assim, nos sonhos, aparecia essa duvida. Será?
domingo, 10 de janeiro de 2010
Capitulo 16 - Denúncia
Helena acordou no dia seguinte com o barulho do despertador morrendo de fome, pois acabou dormindo depois de tantas emoções fortes. Foi para a cozinha, onde estavam sua mãe e seu pai tomando café. Se sentou e começou a comer e a conversar com seus pais, Silvia disse que havia a chamado para jantar, mas que não conseguiu fazer com que acordasse. Perguntou o que acontecera no dia anterior, pois a sala estava uma zona quando chegou do trabalho. Helena se manteve em silêncio, não queria contar para os pais sobre a tarde anterior, então entendeu o motivo de Elisa não ter comentado nada sobre o professor, mas pensou melhor, não poderia ficar sem falar sobre isso pelo resto da vida, então começou a falar.
Enquanto falava, seus pais ficaram cada vez mais apavorados e irados com a conduta do rapaz que acolheram como da família. Silvia já havia começado a “desgostar” de Bruno desde o incidente que lesara Sofia, mas agora estava a ponto de quebrar-lhe ao meio.
Após contar-lhes tudo, Lucio, pai de Helena, levantou-se, e tomou a decisão mais sensata: denunciar Bruno. Silvia concordou plenamente, disse que se necessário, abriria um processo contra o rapaz por assedio sexual, danos psicológicos e etc. Helena disse que não precisava de tanto, mas insistiram para que fizesse a denúncia e disseram que passariam para busca-la depois da aula na escola. Helena, enfim, pensou melhor e acabou concordando.
Helena entrou no pátio e deu de cara com Elisa, a quem puxou para a sala e contou tudo. Elisa não sabia o que dizer, estava perplexa diante de tudo aquilo, o máximo que pode fazer foi consolar a amiga e apoia-la com relação a denuncia. Elisa disse que queria acompanha-la na delegacia, Helena disse que não precisava mas acabou cedendo.
Mais tarde encontrou Thaís, as três sentaram-se juntas num canto do pátio. Thaís estava meio desconfortável com a presença de Elisa, mas não disse nada e acabou gostando da garota. Thaís também queria acompanha-la, e antes de dizer que não, Helena pensou melhor e concordou, afinal eram amigas, e já que Elisa ia, nada mais justo, uma vez que se conheciam a mais tempo.
Naquele dia, Helena não viu Bruno com o seu grupo de amigos, nem em nenhum lugar, isso fez com que relaxasse um pouco, tinha medo do que ele faria, ou melhor, do que seus pais, Thaís e Elisa fariam se o visse, não queria piorar a situação.
Enquanto falava, seus pais ficaram cada vez mais apavorados e irados com a conduta do rapaz que acolheram como da família. Silvia já havia começado a “desgostar” de Bruno desde o incidente que lesara Sofia, mas agora estava a ponto de quebrar-lhe ao meio.
Após contar-lhes tudo, Lucio, pai de Helena, levantou-se, e tomou a decisão mais sensata: denunciar Bruno. Silvia concordou plenamente, disse que se necessário, abriria um processo contra o rapaz por assedio sexual, danos psicológicos e etc. Helena disse que não precisava de tanto, mas insistiram para que fizesse a denúncia e disseram que passariam para busca-la depois da aula na escola. Helena, enfim, pensou melhor e acabou concordando.
Helena entrou no pátio e deu de cara com Elisa, a quem puxou para a sala e contou tudo. Elisa não sabia o que dizer, estava perplexa diante de tudo aquilo, o máximo que pode fazer foi consolar a amiga e apoia-la com relação a denuncia. Elisa disse que queria acompanha-la na delegacia, Helena disse que não precisava mas acabou cedendo.
Mais tarde encontrou Thaís, as três sentaram-se juntas num canto do pátio. Thaís estava meio desconfortável com a presença de Elisa, mas não disse nada e acabou gostando da garota. Thaís também queria acompanha-la, e antes de dizer que não, Helena pensou melhor e concordou, afinal eram amigas, e já que Elisa ia, nada mais justo, uma vez que se conheciam a mais tempo.
Naquele dia, Helena não viu Bruno com o seu grupo de amigos, nem em nenhum lugar, isso fez com que relaxasse um pouco, tinha medo do que ele faria, ou melhor, do que seus pais, Thaís e Elisa fariam se o visse, não queria piorar a situação.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Capitulo 15 - Bruno
Lá pelas cinco da tarde Elisa foi embora, tinha curso, as duas se despediram com um breve selinho, nada mais, inclusive, a única coisa mais parecida com um beijo desde manhã na escola.
Helena subiu para seu quarto e foi mexer no computador. Estava ouvindo algumas músicas e vendo uns sites que haviam sido indicados por Elisa quando tocou a campainha. Ela desceu para atender, olhou no olho mágico, mas estava tampado, então foi ver pela janela. Era o Bruno. Não tinha como fingir que não estava em casa, afinal, fizera o maior estardalhaço ao descer a escada.
Quando abriu a porta, Bruno levantou os olhos em sua direção e perguntou sobre Sofia. Helena disse que a irmã não estava e fez menção de fechar a porta, quando ele colocou a mão nesta, a impedindo de ser fechada, e foi impondo seu corpo na direção de Helena enquanto lhe pedia perdão pelo que fez. Quanto mais rápido falava, mais perto chegava de Helena de um modo que deixava seus rostos próximos, testa com testa. Helena se afastava, mas ele era mais forte e a rendia facilmente. Quando parou de falar, foi se aproximando com a intenção de beijá-la, Helena não tinha como fugir, a esta altura já estava encostada em uma parede da sala e as possibilidades de saída estavam bloqueadas pelos braços e pernas de Bruno.
Ao mesmo tempo em que o queria longe dali, queria, mas em pequena parcela de si, que aquilo acontecesse, mas ao se ver em tal situação, com ele ali, louco, a encurralando como um animal, Helena arranjou forças para empurrá-lo, o que não foi de muita ajuda, mas pelo menos conseguiu se livrar da armadilha, e livre, pode correr para a porta, para ver se o atraia para a saída, assim, com um empurrão, o botaria para fora mais facilmente. E foi o que ele fez, veio em sua direção, mas antes que conseguisse jogá-lo porta a fora, ele a empurrou contra o batente da porta e a beijou. Aquele havia sido o pior beijo de sua vida, se sentiu beijando um maníaco, um tarado, um animal. Aquele não era o Bruno que ela tanto amou.
Com o beijo, ele perdeu toda aquela força, aquela tensão, o que facilitou que Helena o jogasse para fora de sua casa. Eles se olharam nos olhos e ele disse pela milésima vez que a amava que se arrependera do havia feito. O ódio dominou Helena fazendo com que ela desse um tapa na cara de Bruno como nunca tinha feito em ninguém e, antes que ele tivesse alguma reação, antes até que ele a olhasse novamente, trancou a porta e foi correndo para seu quarto, se jogou na cama e lá ficou, imóvel, aos prantos, mas não eram lágrimas de tristeza, mas sim de medo. Helena ficou ali durante horas, chorando, mas sem se quer fechar os olhos, para que não se lembrasse das imagens guardadas em sua mente do ocorrido. Ela estava com medo, em choque!
Helena subiu para seu quarto e foi mexer no computador. Estava ouvindo algumas músicas e vendo uns sites que haviam sido indicados por Elisa quando tocou a campainha. Ela desceu para atender, olhou no olho mágico, mas estava tampado, então foi ver pela janela. Era o Bruno. Não tinha como fingir que não estava em casa, afinal, fizera o maior estardalhaço ao descer a escada.
Quando abriu a porta, Bruno levantou os olhos em sua direção e perguntou sobre Sofia. Helena disse que a irmã não estava e fez menção de fechar a porta, quando ele colocou a mão nesta, a impedindo de ser fechada, e foi impondo seu corpo na direção de Helena enquanto lhe pedia perdão pelo que fez. Quanto mais rápido falava, mais perto chegava de Helena de um modo que deixava seus rostos próximos, testa com testa. Helena se afastava, mas ele era mais forte e a rendia facilmente. Quando parou de falar, foi se aproximando com a intenção de beijá-la, Helena não tinha como fugir, a esta altura já estava encostada em uma parede da sala e as possibilidades de saída estavam bloqueadas pelos braços e pernas de Bruno.
Ao mesmo tempo em que o queria longe dali, queria, mas em pequena parcela de si, que aquilo acontecesse, mas ao se ver em tal situação, com ele ali, louco, a encurralando como um animal, Helena arranjou forças para empurrá-lo, o que não foi de muita ajuda, mas pelo menos conseguiu se livrar da armadilha, e livre, pode correr para a porta, para ver se o atraia para a saída, assim, com um empurrão, o botaria para fora mais facilmente. E foi o que ele fez, veio em sua direção, mas antes que conseguisse jogá-lo porta a fora, ele a empurrou contra o batente da porta e a beijou. Aquele havia sido o pior beijo de sua vida, se sentiu beijando um maníaco, um tarado, um animal. Aquele não era o Bruno que ela tanto amou.
Com o beijo, ele perdeu toda aquela força, aquela tensão, o que facilitou que Helena o jogasse para fora de sua casa. Eles se olharam nos olhos e ele disse pela milésima vez que a amava que se arrependera do havia feito. O ódio dominou Helena fazendo com que ela desse um tapa na cara de Bruno como nunca tinha feito em ninguém e, antes que ele tivesse alguma reação, antes até que ele a olhasse novamente, trancou a porta e foi correndo para seu quarto, se jogou na cama e lá ficou, imóvel, aos prantos, mas não eram lágrimas de tristeza, mas sim de medo. Helena ficou ali durante horas, chorando, mas sem se quer fechar os olhos, para que não se lembrasse das imagens guardadas em sua mente do ocorrido. Ela estava com medo, em choque!
Capitulo 14 - Amigas
Helena e Elisa saíram uma aula mais cedo e foram para casa de Helena. Não tinha ninguém em casa a não ser a empregada. As duas deixaram suas coisas no quarto e desceram para a cozinha. Helena fez um macarrão com bacon para as duas, já que a empregada trouxera marmita de casa.
Comeram e subiram para o quarto e ligaram o computador. Helena foi e mostrou o blog de Gina, que Elisa adorou e anotou para ler depois, quando chegasse em casa. Ficaram conversando sobre diversos assuntos, e Elisa aconselhou que Helena colocasse mais cores no quarto, tinha muito preto. Isto era verdade, o quarto estava todo em tons de preto e cinza, tinha uma coisa ou outra com cor de verdade, só as parede eram brancas. Elisa também disse de marcarem um dia para sair e fazer umas compras e Helena, é lógico, adorou a idéia. Quando Helena virou para falar com a amiga, a encontrou de frente para seu guarda roupas, que estava cheio de roupas escuras, mas lindas. Elisa ficou de queixo caído com as roupas da amiga, mas falou a mesma coisa que havia dito sobre o quarto, mais cores! Elisa quase teve um colapso quando viu os corsets e espartilhos de Helena, e insistiu para que deixasse que ela fizesse um vestido para ela. Helena não entendeu direito, mas depois Elisa lhe explicou que ela fazia grande parte das suas roupas, ai quem quase teve um colapso foi Helena!
As duas passaram a tarde assim, nem parecia que aquela manha tinha acontecido, que as duas tinham algo maior que a amizade e etc, enfim, pareciam simplesmente grandes amigas sem problemas e confusões.
Comeram e subiram para o quarto e ligaram o computador. Helena foi e mostrou o blog de Gina, que Elisa adorou e anotou para ler depois, quando chegasse em casa. Ficaram conversando sobre diversos assuntos, e Elisa aconselhou que Helena colocasse mais cores no quarto, tinha muito preto. Isto era verdade, o quarto estava todo em tons de preto e cinza, tinha uma coisa ou outra com cor de verdade, só as parede eram brancas. Elisa também disse de marcarem um dia para sair e fazer umas compras e Helena, é lógico, adorou a idéia. Quando Helena virou para falar com a amiga, a encontrou de frente para seu guarda roupas, que estava cheio de roupas escuras, mas lindas. Elisa ficou de queixo caído com as roupas da amiga, mas falou a mesma coisa que havia dito sobre o quarto, mais cores! Elisa quase teve um colapso quando viu os corsets e espartilhos de Helena, e insistiu para que deixasse que ela fizesse um vestido para ela. Helena não entendeu direito, mas depois Elisa lhe explicou que ela fazia grande parte das suas roupas, ai quem quase teve um colapso foi Helena!
As duas passaram a tarde assim, nem parecia que aquela manha tinha acontecido, que as duas tinham algo maior que a amizade e etc, enfim, pareciam simplesmente grandes amigas sem problemas e confusões.
Capitulo 13 - Professor
Após o ocorrido no intervalo, Helena e Elisa subiram para a sala conversando. Quando chegaram no corredor viram o professor já na porta, era aula de Física. Helena adorava o professor, alto, cabelos escuros, olhos castanhos, traços fortes, enfim, um homem perfeito. Elisa o detestava, achava que ele se sentia o gostoso. O nome dele era Marcio. Logo que viu as garotas se ap aproximando abriu um largo sorriso e ficou as esperando.
Helena foi logo falar com ele, Elisa passou reto e foi para seu lugar. Depois de conversar com o professor, Helena foi se sentar junto de Elisa, que a repreendeu dizendo que parecia muito atirada pra cima dele. Helena ignorou o comentário da amiga e tirou o caderno da bolsa.
As duas passaram o resto da aula sem se falar, já que Elisa resolveu dormir enquanto o professor lia o texto do livro.
Depois de bater o sinal e o professor sair da sala, Helena acordou Elisa, que se levantou com a cara toda amassada e o braço marcado com o zíper da bolsa, que nem abriu. Helena começou a falar do professor e do que ele tinha mandado fazer para aula seguinte, Elisa então disse para que ela parasse de falar dele. Helena perguntou por que não ia com a cara do professor e então Elisa disse que o achava nojento, Helena perguntou o motivo e então Elisa respondeu em bom tom “ele tentou me beijar”. Helena não acreditou, começou a rir pensando ser uma piada de mau gosto, mas logo parou ao notar que Elisa não havia movido se quer um músculo da face. Helena parou e perguntou por que não havia lhe contado antes, por que não falou para a diretora, para seus pais...Agora quem começou a rir foi Elisa. Começou a rir ate parar bruscamente e começar a falar que a diretora não acreditaria e que tentaria abafar o caso e diria aos seus pais que tudo não passara de um mal entendido ou algo do tipo.
Helena não aceitou isso, queria falar com a diretora, mas Elisa não permitiu, apenas disse para ter cuidado com ele e que não lhe desse muita liberdade. Helena concordou e calou-se. Ficou assim o resto da aula seguinte, não se conformara com aquilo e não se acalmaria ate que aquela situação fosse resolvida!
Helena foi logo falar com ele, Elisa passou reto e foi para seu lugar. Depois de conversar com o professor, Helena foi se sentar junto de Elisa, que a repreendeu dizendo que parecia muito atirada pra cima dele. Helena ignorou o comentário da amiga e tirou o caderno da bolsa.
As duas passaram o resto da aula sem se falar, já que Elisa resolveu dormir enquanto o professor lia o texto do livro.
Depois de bater o sinal e o professor sair da sala, Helena acordou Elisa, que se levantou com a cara toda amassada e o braço marcado com o zíper da bolsa, que nem abriu. Helena começou a falar do professor e do que ele tinha mandado fazer para aula seguinte, Elisa então disse para que ela parasse de falar dele. Helena perguntou por que não ia com a cara do professor e então Elisa disse que o achava nojento, Helena perguntou o motivo e então Elisa respondeu em bom tom “ele tentou me beijar”. Helena não acreditou, começou a rir pensando ser uma piada de mau gosto, mas logo parou ao notar que Elisa não havia movido se quer um músculo da face. Helena parou e perguntou por que não havia lhe contado antes, por que não falou para a diretora, para seus pais...Agora quem começou a rir foi Elisa. Começou a rir ate parar bruscamente e começar a falar que a diretora não acreditaria e que tentaria abafar o caso e diria aos seus pais que tudo não passara de um mal entendido ou algo do tipo.
Helena não aceitou isso, queria falar com a diretora, mas Elisa não permitiu, apenas disse para ter cuidado com ele e que não lhe desse muita liberdade. Helena concordou e calou-se. Ficou assim o resto da aula seguinte, não se conformara com aquilo e não se acalmaria ate que aquela situação fosse resolvida!
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Capitulo 12 - Dúvidas
Helena ficou pensando o que Thaís faria até a hora do intervalo e o que diria a amiga.
Já faziam duas semanas que haviam brigado mas já haviam voltado a se falar melhor, não como antes, é lógico, mas estavam bem.
O sinal tocou e Helena saiu voando para encontrar Thaís. Quando chegou no pátio, viu Thaís com as outras meninas, ela havia se tornado a “líder” do grupinho, como Helena fora no ano anterior. Helena foi se aproximando e quando Thaís a notou, fez para que as outras saíssem. As duas se sentaram num canto do pátio e começaram a conversar. Helena logo perguntou o que Thaís tinha visto e se havia contado a alguém. Ela respondeu o que Helena imaginava, tinha visto o beijo, mas não havia contato a ninguém.
Thaís perguntou dês de quando Helena ficava com meninas, dês de quando estava com Elisa. Helena lhe contou tudo, disse que ainda estava confusa e não assemelhara muito bem o que estava acontecendo. Pareceu que Thaís havia entendido o que estava acontecendo e quando olhou para frente, viu Elisa caminhando na direção delas, então saiu deixando Elisa e Helena sozinhas.
Elisa sentou-se ao lado de Helena e perguntou o que havia acontecido, se Thaís tinha visto alguma coisa, Helena contou o que a outra tinha dito e contou que estava confusa com relação a ela e Bruno, não sabia de quem gostava. Elisa a olhou nos olhos profundamente, o que a fez pensar que Elisa a beijaria novamente, mas apenas sorriu e perguntou o que fariam. Helena abaixou a cabeça e disse que não sabia. Elisa a olhou de forma compreensiva, sorriu novamente e lhe deu um selinho, Helena não se importou, uma vez que tinha a agarrado mais cedo.
Naquele momento, Helena não prestava mais atenção no que Elisa dizia nem no que acontecia a sua volta, estava pensando que, pela chegada de Elisa, esquecera de perguntar a Thais por que estava chorando na escada depois do beijo.
Helena estava preocupada com o que aconteceria na sua vida dali em diante.
Já faziam duas semanas que haviam brigado mas já haviam voltado a se falar melhor, não como antes, é lógico, mas estavam bem.
O sinal tocou e Helena saiu voando para encontrar Thaís. Quando chegou no pátio, viu Thaís com as outras meninas, ela havia se tornado a “líder” do grupinho, como Helena fora no ano anterior. Helena foi se aproximando e quando Thaís a notou, fez para que as outras saíssem. As duas se sentaram num canto do pátio e começaram a conversar. Helena logo perguntou o que Thaís tinha visto e se havia contado a alguém. Ela respondeu o que Helena imaginava, tinha visto o beijo, mas não havia contato a ninguém.
Thaís perguntou dês de quando Helena ficava com meninas, dês de quando estava com Elisa. Helena lhe contou tudo, disse que ainda estava confusa e não assemelhara muito bem o que estava acontecendo. Pareceu que Thaís havia entendido o que estava acontecendo e quando olhou para frente, viu Elisa caminhando na direção delas, então saiu deixando Elisa e Helena sozinhas.
Elisa sentou-se ao lado de Helena e perguntou o que havia acontecido, se Thaís tinha visto alguma coisa, Helena contou o que a outra tinha dito e contou que estava confusa com relação a ela e Bruno, não sabia de quem gostava. Elisa a olhou nos olhos profundamente, o que a fez pensar que Elisa a beijaria novamente, mas apenas sorriu e perguntou o que fariam. Helena abaixou a cabeça e disse que não sabia. Elisa a olhou de forma compreensiva, sorriu novamente e lhe deu um selinho, Helena não se importou, uma vez que tinha a agarrado mais cedo.
Naquele momento, Helena não prestava mais atenção no que Elisa dizia nem no que acontecia a sua volta, estava pensando que, pela chegada de Elisa, esquecera de perguntar a Thais por que estava chorando na escada depois do beijo.
Helena estava preocupada com o que aconteceria na sua vida dali em diante.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Capitulo 11 - Beijo
Helena levantou na manha seguinte meio sonolenta, como de costume. Foi tomar banho, trocar de roupa, tomar café, tudo como de costume.
Sofia também tinha levantado. As duas fizeram tudo sem se cruzar ate a hora de sair. Helena pegava o mesmo ônibus que Sofia pegava para ir trabalhar, Helena fez questão de sentar o mais longe possível da irmã.
Quando Helena chegou na escola não sabia qual seria a reação de Elisa e nem o que ela própria faria. Helena foi direto para a sala e, quando entrou, Elisa estava lá, toda linda, com uma saia preta cintura alta, botinas vermelhas e um suéter verde com uma gola alta vermelha por baixo. Na hora que viu Helena, se levantou imediatamente e foi em sua direção. Helena ficou sem saber o que fazer, não sabia o que Elisa faria, mas esta chegou e simplesmente lhe cumprimentou com um beijo na bochecha.
Helena a olhou com certo ar de indignação, esperava mais alguma coisa, embora estivesse com medo de que algum visse. Então não pode se segurar, foi impulsivo, segurou o rosto de Elisa e lhe deu um beijo. Elisa se assustou, mas não fez nada para impedir Helena.
Helena tinha medo que alguém a visse com Elisa, mas nem pensou muito nisso. Sentiu um olhar em sua nuca, se virou rápido e viu um vulto passando. Elisa não entendeu nada quando Helena foi correndo na direção do vulto. Ouviu passos na escada, e quando viu, estava lá, Thaís, com olhar surpreso e com lágrimas nos olhos. Ficaram lá as duas, uma no topo e outra na base da escada, se olhando, enquanto os outros passavam.
Sofia também tinha levantado. As duas fizeram tudo sem se cruzar ate a hora de sair. Helena pegava o mesmo ônibus que Sofia pegava para ir trabalhar, Helena fez questão de sentar o mais longe possível da irmã.
Quando Helena chegou na escola não sabia qual seria a reação de Elisa e nem o que ela própria faria. Helena foi direto para a sala e, quando entrou, Elisa estava lá, toda linda, com uma saia preta cintura alta, botinas vermelhas e um suéter verde com uma gola alta vermelha por baixo. Na hora que viu Helena, se levantou imediatamente e foi em sua direção. Helena ficou sem saber o que fazer, não sabia o que Elisa faria, mas esta chegou e simplesmente lhe cumprimentou com um beijo na bochecha.
Helena a olhou com certo ar de indignação, esperava mais alguma coisa, embora estivesse com medo de que algum visse. Então não pode se segurar, foi impulsivo, segurou o rosto de Elisa e lhe deu um beijo. Elisa se assustou, mas não fez nada para impedir Helena.
Helena tinha medo que alguém a visse com Elisa, mas nem pensou muito nisso. Sentiu um olhar em sua nuca, se virou rápido e viu um vulto passando. Elisa não entendeu nada quando Helena foi correndo na direção do vulto. Ouviu passos na escada, e quando viu, estava lá, Thaís, com olhar surpreso e com lágrimas nos olhos. Ficaram lá as duas, uma no topo e outra na base da escada, se olhando, enquanto os outros passavam.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Capitulo 10 - Feliz
Helena não podia ficar na casa de Elisa depois do ocorrido, mas acabou ficando pra não criar um clima estranho entre as duas e porque, embora tivesse se assustado, tinha certa culpa sobre aquilo e tinha gostado. No fundo era o que queria.
Elisa a chamou para a cozinha para tomar um lanche, mas Helena não respondeu, estava concentrada no que havia acontecido. Elisa veio logo puxá-la pelo braço quando Helena perguntou por que tinha a beijado assim, do nada. As duas ficaram em silencio por alguns segundos apenas se olhando, paradas, até que Elisa se sentou de frente para Helena e disse que ela que havia pedido, de certa forma. Helena não disse nada...
Elisa, então, lhe deu um selinho e a puxou pela mão, Helena foi sem fazer esforços. Elisa era tão meiga, tão doce que se deixou levar.
Ficara surpresa como Elisa tratava isto com a maior naturalidade, então perguntou, enquanto comiam, se era lésbica. Elisa riu e disse que não, era bissexual, e riu novamente. Helena perguntou porque não lhe havia contado isto de inicio, a amiga disse que tinha medo de não ser aceita por isso.
As duas ficaram nisso por um bom tempo, se questionando até que o celular de Helena tocar, era sua mãe dizendo para que voltasse para casa, já era tarde. Quando viu o relógio, já eram quase dez horas da noite e no dia seguinte tinha aula.
Helena desligou e foi pegar suas coisas no quarto enquanto Elisa terminava de guardar as coisas na cozinha.
Quando Elisa foi se despedir de Helena no portão, deu-lhe um longo selinho. Helena ficou vermelha na hora e disse para que não fizesse mais isto. Elisa deu de ombros, fechou o portão e acenou, Helena fez o mesmo e saiu.
Aquela havia sido uma tarde de pequenas descobertas para Helena, tanto de si mesma quanto sobre a amiga. Estava feliz, confusa, é verdade, mas feliz!
Elisa a chamou para a cozinha para tomar um lanche, mas Helena não respondeu, estava concentrada no que havia acontecido. Elisa veio logo puxá-la pelo braço quando Helena perguntou por que tinha a beijado assim, do nada. As duas ficaram em silencio por alguns segundos apenas se olhando, paradas, até que Elisa se sentou de frente para Helena e disse que ela que havia pedido, de certa forma. Helena não disse nada...
Elisa, então, lhe deu um selinho e a puxou pela mão, Helena foi sem fazer esforços. Elisa era tão meiga, tão doce que se deixou levar.
Ficara surpresa como Elisa tratava isto com a maior naturalidade, então perguntou, enquanto comiam, se era lésbica. Elisa riu e disse que não, era bissexual, e riu novamente. Helena perguntou porque não lhe havia contado isto de inicio, a amiga disse que tinha medo de não ser aceita por isso.
As duas ficaram nisso por um bom tempo, se questionando até que o celular de Helena tocar, era sua mãe dizendo para que voltasse para casa, já era tarde. Quando viu o relógio, já eram quase dez horas da noite e no dia seguinte tinha aula.
Helena desligou e foi pegar suas coisas no quarto enquanto Elisa terminava de guardar as coisas na cozinha.
Quando Elisa foi se despedir de Helena no portão, deu-lhe um longo selinho. Helena ficou vermelha na hora e disse para que não fizesse mais isto. Elisa deu de ombros, fechou o portão e acenou, Helena fez o mesmo e saiu.
Aquela havia sido uma tarde de pequenas descobertas para Helena, tanto de si mesma quanto sobre a amiga. Estava feliz, confusa, é verdade, mas feliz!
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Capitulo 9 - "Me Too"
Quando chegou no ponto viu Elisa parada ali com uma sacola na mão. Helena desceu do ônibus e cumprimentou a amiga, mas não parava de pensar no que tinha lido. As duas seguiram pela rua do ponto e viraram a primeira direita numa subidinha. Viraram na primeira direita novamente e seguiram até uma casa.
A casa de Elisa tinha a fachada antiga, com o pé direito alto, bem do tipo de casinha de interior, porta e janelas. Por dentro era grande e tinha um visual antigo e moderno. A sala era ampla e tinha um longo corredor no canto que dava nos quartos, banheiro e no que parecia uma cozinha ao fundo.
As duas seguiram no corredor até a segunda porta, onde entraram. O quarto de Elisa tinha um visual retro, com pufes espalhados, radio com cara antiga, fotos de pinups pelas paredes, uma couxa colorida sob a cama, enfim, bem psicodélico. Helena ficou maravilhada com aquilo. Elisa se sentou num pufe amarelo e disse para Helena se sentar.
As duas começaram a conversar. Elisa mostrou sua coleção de livros e CDs, havia muita coisa que Helena desconhecia, já não era mais um habito dela escutar o que tocava nas rádios e ficar caçando músicas pela Internet. Elas escutaram música de diversos estilos, dês daquelas que todo mundo conhece até aquelas que se quer tocam nas rádios.
Ficaram conversando até que chegaram num assunto em que Helena era expert, decepções. Helena falou o que sua irmã havia feito de manha. Elisa quase quis ir até a casa da amiga e quebrar Sofia ao meio.
Uma bela hora, Helena comentou do texto que leu e “sem querer”, mencionou que tinha um sentimento maior que o da amizade por Elisa. As duas silenciaram de tal forma que Helena mal ouvia a música ao fundo e ficaram se olhando.
Elisa se aproximou de Helena devagar, Helena foi fechando os olhos, até que ouviu a voz doce de Elisa em seu ouvindo, sussurrando “me too”. Sentiu a respiração de Elisa em seu rosto e enfim os lábios da garota nos seus. Helena se surpreendeu, mas retribuiu o beijo. Sentiu um frio na barriga e satisfação ao mesmo tempo. As duas então foram se distanciando lentamente, se olharam nos olhos e ficaram assim por um tempo. Elisa sorriu para Helena e então voltou a falar sobre a música que tocava ao fundo, como se já estivesse acostumada com esta situação, como se já fosse algo comum em sua vida.
A casa de Elisa tinha a fachada antiga, com o pé direito alto, bem do tipo de casinha de interior, porta e janelas. Por dentro era grande e tinha um visual antigo e moderno. A sala era ampla e tinha um longo corredor no canto que dava nos quartos, banheiro e no que parecia uma cozinha ao fundo.
As duas seguiram no corredor até a segunda porta, onde entraram. O quarto de Elisa tinha um visual retro, com pufes espalhados, radio com cara antiga, fotos de pinups pelas paredes, uma couxa colorida sob a cama, enfim, bem psicodélico. Helena ficou maravilhada com aquilo. Elisa se sentou num pufe amarelo e disse para Helena se sentar.
As duas começaram a conversar. Elisa mostrou sua coleção de livros e CDs, havia muita coisa que Helena desconhecia, já não era mais um habito dela escutar o que tocava nas rádios e ficar caçando músicas pela Internet. Elas escutaram música de diversos estilos, dês daquelas que todo mundo conhece até aquelas que se quer tocam nas rádios.
Ficaram conversando até que chegaram num assunto em que Helena era expert, decepções. Helena falou o que sua irmã havia feito de manha. Elisa quase quis ir até a casa da amiga e quebrar Sofia ao meio.
Uma bela hora, Helena comentou do texto que leu e “sem querer”, mencionou que tinha um sentimento maior que o da amizade por Elisa. As duas silenciaram de tal forma que Helena mal ouvia a música ao fundo e ficaram se olhando.
Elisa se aproximou de Helena devagar, Helena foi fechando os olhos, até que ouviu a voz doce de Elisa em seu ouvindo, sussurrando “me too”. Sentiu a respiração de Elisa em seu rosto e enfim os lábios da garota nos seus. Helena se surpreendeu, mas retribuiu o beijo. Sentiu um frio na barriga e satisfação ao mesmo tempo. As duas então foram se distanciando lentamente, se olharam nos olhos e ficaram assim por um tempo. Elisa sorriu para Helena e então voltou a falar sobre a música que tocava ao fundo, como se já estivesse acostumada com esta situação, como se já fosse algo comum em sua vida.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Capitulo 8 - Confusão
Mais tarde, Helena entrou no blog de GIna e lá estava mais u de seus textos cheio de inspiração. O texto falava sobre o amor de varias formas, o que mais chamou atenção de Helena foi o amor às avessas.
Helena realmente se espantava como aquela garota de apenas quinze anos tinha aquela visão do amor, e como seus textos se encaixavam tão bem com o que ela estava passando.
No texto, Gina também falava de outros tipos de amor, possessivo, romântico, de amigo, irmão, incondicional. Quando leu o trecho que falava deste amor, Helena se espantou consigo mesmo. Naquele momento veio a imagem de Elisa em sua mente, tentou não pensar nisso, mas logo em seguida o telefone tocou e, quando atendeu, ouviu a voz doce de Elisa no fone a chamando para ir visitá-la. Helena aceitou na hora, sem pensar.
Desligou o telefone, foi correndo trocar de roupa, escovar os dente, pegar a bolsa e escrever um bilhete avisando que havia saído, já que os pais saíram com a irmã para fazer exercícios. Pegou o ônibus conforme Elisa a orientara e tirou um livro da bolsa. Ficou olhando as páginas sem prestar atenção no que lia, tinha cabeça apenas para o que tinha lido no blog, em Elisa e em Bruno. Se sentia estranha, confusa, não sabia mais de quem gostava, estava espantada com a possibilidade de gostar de Elisa, afinal, eram do mesmo sexo, era diferente para ela esta sensação. Também se sentia estranha por não ter terminado com Bruno, não de modo declarado. Estava confusa.
Helena realmente se espantava como aquela garota de apenas quinze anos tinha aquela visão do amor, e como seus textos se encaixavam tão bem com o que ela estava passando.
No texto, Gina também falava de outros tipos de amor, possessivo, romântico, de amigo, irmão, incondicional. Quando leu o trecho que falava deste amor, Helena se espantou consigo mesmo. Naquele momento veio a imagem de Elisa em sua mente, tentou não pensar nisso, mas logo em seguida o telefone tocou e, quando atendeu, ouviu a voz doce de Elisa no fone a chamando para ir visitá-la. Helena aceitou na hora, sem pensar.
Desligou o telefone, foi correndo trocar de roupa, escovar os dente, pegar a bolsa e escrever um bilhete avisando que havia saído, já que os pais saíram com a irmã para fazer exercícios. Pegou o ônibus conforme Elisa a orientara e tirou um livro da bolsa. Ficou olhando as páginas sem prestar atenção no que lia, tinha cabeça apenas para o que tinha lido no blog, em Elisa e em Bruno. Se sentia estranha, confusa, não sabia mais de quem gostava, estava espantada com a possibilidade de gostar de Elisa, afinal, eram do mesmo sexo, era diferente para ela esta sensação. Também se sentia estranha por não ter terminado com Bruno, não de modo declarado. Estava confusa.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Capítulo 7 - Sofia
Helena acordou nove e meia, era domingo. Levantou, foi Omar café, só estavam ela e a irmã na casa, Helena evitava cruzar com ela pelos corredores para não ficar admirando a desgraça alheia, mas tinha vezes que as duas se trombavam, dessa vez foi na cozinha. Helena resolveu não sair desta vez, afinal, uma hora ou outra teria encará-la, pois já fazia pouco mais de um mês que estava este clima pesado entre as duas.
Ela se sentou de frente para a irmã, que era um ano mais nova, elas se encaravam por um instante e, até que Helena voltou sua atenção para seu pedaço de pão. As duas ficaram e silêncio por um tempo, até que Sofia tentou quebrar o clima perguntando se Helena estava bem. Ela apenas fez que sim com a cabeça. Sofia ficava tentando achar um assunto que não se referisse a Bruno, mas Helena foi mais direta e perguntou a irmã se gostava dele.
Neste momento, o telefone tocou e Helena foi atender na sala, deixando a irmã paralisada na cozinha.
Era Elisa. Naquele momento Helena se sentiu tão bem, faziam três dias que não se viam, já que não teve aula na sexta-feira para elas. As duas começaram a falar do que tinham feito. Conversaram durante cerca de meia hora, até que Helena ouviu um grito no fone dizendo para ela desligar.
Helena ficou realmente impressionada como as duas construíram uma amizade tão forte em apenas duas semanas de aula.
Quando Helena voltou, Sofia estava lavando a louça. Helena se sentou e ficou olhando o jeito desajeitado da irmã para andar, afinal, ainda estava se tratando devido a queda na cozinha.
Sofia tentou puxar um assunto, mas Helena não havia esquecido da pergunta e pediu que respondesse, desta vez de forma mais firme. A irmã fechou a torneira, se virou para Helena com olhar choroso e respondeu que a culpa não era dela, disse que ele, Bruno, havia a seduzido. Helena e interrompeu e refez a pergunta a encarando fixamente. Sofia desviou o olhar, suspirou baixinho, olhou para o chão e disse que sim com uma voz chorosa. Helena respirou fundo e voltou a comer.
Sofia então, começou a tirar o que faltava da mesa, quando se virou, Helena olhou o reflexo da irmã na janela e notou um leve sorriso sarcástico carregado de falsidade no rosto dela. A vontade de Helena era avançar na irmã e quebrar-lhe a outra perna, com as próprias mãos, mas não o fez, se manteve calma e continuou comendo seu pão.Helena
Ela se sentou de frente para a irmã, que era um ano mais nova, elas se encaravam por um instante e, até que Helena voltou sua atenção para seu pedaço de pão. As duas ficaram e silêncio por um tempo, até que Sofia tentou quebrar o clima perguntando se Helena estava bem. Ela apenas fez que sim com a cabeça. Sofia ficava tentando achar um assunto que não se referisse a Bruno, mas Helena foi mais direta e perguntou a irmã se gostava dele.
Neste momento, o telefone tocou e Helena foi atender na sala, deixando a irmã paralisada na cozinha.
Era Elisa. Naquele momento Helena se sentiu tão bem, faziam três dias que não se viam, já que não teve aula na sexta-feira para elas. As duas começaram a falar do que tinham feito. Conversaram durante cerca de meia hora, até que Helena ouviu um grito no fone dizendo para ela desligar.
Helena ficou realmente impressionada como as duas construíram uma amizade tão forte em apenas duas semanas de aula.
Quando Helena voltou, Sofia estava lavando a louça. Helena se sentou e ficou olhando o jeito desajeitado da irmã para andar, afinal, ainda estava se tratando devido a queda na cozinha.
Sofia tentou puxar um assunto, mas Helena não havia esquecido da pergunta e pediu que respondesse, desta vez de forma mais firme. A irmã fechou a torneira, se virou para Helena com olhar choroso e respondeu que a culpa não era dela, disse que ele, Bruno, havia a seduzido. Helena e interrompeu e refez a pergunta a encarando fixamente. Sofia desviou o olhar, suspirou baixinho, olhou para o chão e disse que sim com uma voz chorosa. Helena respirou fundo e voltou a comer.
Sofia então, começou a tirar o que faltava da mesa, quando se virou, Helena olhou o reflexo da irmã na janela e notou um leve sorriso sarcástico carregado de falsidade no rosto dela. A vontade de Helena era avançar na irmã e quebrar-lhe a outra perna, com as próprias mãos, mas não o fez, se manteve calma e continuou comendo seu pão.Helena
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