Quando Elisa voltou de sua viajem, foi para a casa de Helena. As duas se abraçaram tão forte que parecia que não iam mais se soltar. Helena se sentiu muito mais segura quando viu o rosto de Elisa e sentiu que ela estava ali do seu lado. Os pais de Helena tinham preparado um almoço para a volta de Elisa, Helena estava radiante, estava tudo perfeito, até mesmo as implicâncias de Sofia eram insignificantes. Durante uma conversa na mesa, Helena e Elisa se beijaram ,mas nada demais, um simples selinho, e isso foi o suficiente para Sofia rosnar alguns xingamentos e sair da mesa.
Helena tinha sido tolerante durante todo o almoço, mas, assim que Elisa saiu de sua casa, Helena voltou ao estado intolerante quanto a irmã. Ela subiu as escadas e foi direto ao quarto de Sofia, que estava deitada na cama ouvindo música com fone de ouvido. Helena arrancou o aparelho dos ouvidos da irmã e começou a discutir. Disse que tolerava as provocações que Sofia fazia dirigidas a ela, mas que não engolira em silencio qualquer coisa que dissesse a respeito de Elisa. Sofia tentou retrucar, mas não conseguiu argumentos, e, quando Helena ia saindo, Sofia disse que o Bruno não ia ficar feliz com atitudes assim vindas de Helena.
Helena gelou de pânico na hora. Sofia começou a rir ao notar isso, o que Ra impossível não fazer, mesmo com a irmã de costas para ela. Helena virou-se e, em um piscar de olhos, esva em cima da irmã com a mão estendida, a ponto de atingi-la na cara. Helena viu medo nos olhos de Sofia, o que fez ela desistir e voltar para seu trajeto.
Helena se trancou no quarto e ficou pensando se o fato de Bruno estar seguindo ela tinha alguma coisa a ver com Sofia, se era a mando dela ou se...Ela nem sabia mais no que pensar a respeito disso.
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
Capitulo 23 - Triunfo
Helena passou o resto da tarde preparando as coisas para o jantar, ligou para seus pais e avisou da vinda de Elisa naquela noite, mas ainda não disse nada a respeito do relacionamento que tinha com ela, preferiu deixar para a noite.
Depois que tudo estava encaminhado e que seus pais haviam chagado, deixou o comando das panelas nas mãos deles e foi se arrumar, tomou um banho e colocou um vestido creme que tinha comprado não havia muito tempo, era bem casual, mas muito bonito. Não colocou nada preto, o seu cabelo, que a esta altura já estava mais castanho do que preto, já bastava, colocou alguns anéis e prendeu uma parte do cabelo numa trança, como vira em um desses sites que dão dicas de beleza.
Passado todo esse ritual de preparação, desceu para ver o que faltava, seus pais até se assustaram com o modo como helena estava vestida e perguntaram o que tinha de tão especial naquele jantar, mas ela não respondeu, apenas voltou ao comando da cozinha, tomando o cuidado de colocar um avental para não sujar a roupa, enquanto seus pais iam se arrumar. No meio disso tudo, Sofia chega abrindo a porta e se jogando no sofá. Helena, ouvindo o som da porta, vai até a sala e diz para ela ir se arrumar que teriam visita, mas não mencionou que era. Sofia concordou sem muita resistência e subiu para se aprontar. Helena estava radiante com aquilo, mataria dois coelhos numa cajadada só, pois, deixaria de esconder seu relacionamento dos pais e, com isso, evitaria qualquer chantagem futura da parte de Sofia.
Helena estava na cozinha quando a campainha tocou, seus pais desceram as escadas rapidamente, Sofia desceu colocando brincos e passando o blush, estavam todos bem arrumados, parecia até um grande evento. Helena foi tão feliz para a porta que acabou esquecendo de tirar o avental, o que, por sorte, notou antes de abrir a porta e o fez. Quando, enfim, abriu a porta, lá estava Elisa, linda como sempre, também usando um vestido, só que o dela era um pouco mais curto e rosa bebê. Estava com um salto não muito alto e com uma presilha segurando a franja que já lhe caia sobre os olhos quando solta. Ela estava sorridente também, cumprimentou Helena como se fosse apenas uma amiga, com um beijo na bochecha e um longo abraço. Ao ver Elisa, seus pais sorriram, Sofia ficou chocada, e, vendo essa reação, Helena lhe sorriu com certo ar de triunfo.
Na hora do jantar, depois de muita conversa, Helena finalmente se sentiu confortável para fazer o anuncio e o fez, nervosíssima, claro, mas segura. Seus pais ficaram surpresos, mas nem tanto, não fizeram nenhuma objeção ou qualquer coisa do tipo, sua mãe apenas disse que se aquilo lhe fazia feliz, ela estava bem. Quem não aceitou aquilo foi Sofia, que protestou, dizendo que as duas juntas era nojento, ridículo e etc., aí si, seus pais tiveram uma reação mais “dura”, mas Helena dominou a situação dizendo que Sofia só não gostava dela e Elisa porque ela tinha inveja da sua felicidade. Sofia então começou a falar barbaridades e a ofender Elisa, que não agüentou quieta, começou a rebater Sofia delicadamente, sem fazer o que a garota fazia, levantar a voz, o que a deixava cada vez mais irritada. Silvia resolveu dar um basta nisso tudo e mandou Sofia subir para seu quarto e ficar lá, a garota ia retrucar, mas ao ver o olhar da mãe, subiu as escadas rapidamente.
O resto da noite foi ótima, Elisa Helena e seus pais conversaram muito, e o melhor, sem se quere tocarem no assunto do namoro das duas, foi isso que fez Helena ir dormir bem aquela noite.
Depois que tudo estava encaminhado e que seus pais haviam chagado, deixou o comando das panelas nas mãos deles e foi se arrumar, tomou um banho e colocou um vestido creme que tinha comprado não havia muito tempo, era bem casual, mas muito bonito. Não colocou nada preto, o seu cabelo, que a esta altura já estava mais castanho do que preto, já bastava, colocou alguns anéis e prendeu uma parte do cabelo numa trança, como vira em um desses sites que dão dicas de beleza.
Passado todo esse ritual de preparação, desceu para ver o que faltava, seus pais até se assustaram com o modo como helena estava vestida e perguntaram o que tinha de tão especial naquele jantar, mas ela não respondeu, apenas voltou ao comando da cozinha, tomando o cuidado de colocar um avental para não sujar a roupa, enquanto seus pais iam se arrumar. No meio disso tudo, Sofia chega abrindo a porta e se jogando no sofá. Helena, ouvindo o som da porta, vai até a sala e diz para ela ir se arrumar que teriam visita, mas não mencionou que era. Sofia concordou sem muita resistência e subiu para se aprontar. Helena estava radiante com aquilo, mataria dois coelhos numa cajadada só, pois, deixaria de esconder seu relacionamento dos pais e, com isso, evitaria qualquer chantagem futura da parte de Sofia.
Helena estava na cozinha quando a campainha tocou, seus pais desceram as escadas rapidamente, Sofia desceu colocando brincos e passando o blush, estavam todos bem arrumados, parecia até um grande evento. Helena foi tão feliz para a porta que acabou esquecendo de tirar o avental, o que, por sorte, notou antes de abrir a porta e o fez. Quando, enfim, abriu a porta, lá estava Elisa, linda como sempre, também usando um vestido, só que o dela era um pouco mais curto e rosa bebê. Estava com um salto não muito alto e com uma presilha segurando a franja que já lhe caia sobre os olhos quando solta. Ela estava sorridente também, cumprimentou Helena como se fosse apenas uma amiga, com um beijo na bochecha e um longo abraço. Ao ver Elisa, seus pais sorriram, Sofia ficou chocada, e, vendo essa reação, Helena lhe sorriu com certo ar de triunfo.
Na hora do jantar, depois de muita conversa, Helena finalmente se sentiu confortável para fazer o anuncio e o fez, nervosíssima, claro, mas segura. Seus pais ficaram surpresos, mas nem tanto, não fizeram nenhuma objeção ou qualquer coisa do tipo, sua mãe apenas disse que se aquilo lhe fazia feliz, ela estava bem. Quem não aceitou aquilo foi Sofia, que protestou, dizendo que as duas juntas era nojento, ridículo e etc., aí si, seus pais tiveram uma reação mais “dura”, mas Helena dominou a situação dizendo que Sofia só não gostava dela e Elisa porque ela tinha inveja da sua felicidade. Sofia então começou a falar barbaridades e a ofender Elisa, que não agüentou quieta, começou a rebater Sofia delicadamente, sem fazer o que a garota fazia, levantar a voz, o que a deixava cada vez mais irritada. Silvia resolveu dar um basta nisso tudo e mandou Sofia subir para seu quarto e ficar lá, a garota ia retrucar, mas ao ver o olhar da mãe, subiu as escadas rapidamente.
O resto da noite foi ótima, Elisa Helena e seus pais conversaram muito, e o melhor, sem se quere tocarem no assunto do namoro das duas, foi isso que fez Helena ir dormir bem aquela noite.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Capítulo 20 - Chantagem
Depois de passar o dia todo no parque com Elisa e a dúvida na cabeça, Helena chegou em casa morta de cansaço. Passou pela sala, onde seus pais assistiam tevê, como de costume. Eles a cumprimentaram, sem nenhuma alteração ou reação diferente do comum. “Ela não deve ter contado” pensou consigo. Subiu as escadas, tomou um banho e saiu enrolada na toalha, como sempre, e foi direto para seu quarto.
Ao abrir a porta, se deparou com Sofia sentada na sua cama e as gavetas da escrivaninha no chão, todas reviradas. Helena mandou Sofia arrumar toda aquela zona e sair do quarto, esta, por sua vez, não moveu um músculo. Sofia disse que não sairia até que contasse o que estava acontecendo, o que era aquilo que ela tinha visto na cozinha mais cedo. Helena disse que era o que ela estava pensando mesmo, sua irmã estava beijando uma garota. Sofia ameaçou contar isso aos pais, chamou Helena de doente, disse que precisava de tratamentos, enfim. Tudo só cessou quando Silvia deu um grito da sala querendo saber o que estava acontecendo, Helena disse que nada, antes que Sofia se pronunciasse.
Sofia disse que iria contar para seus pais a respeito de Helena e Elisa a não ser que Helena fizesse “favores” a ela. Helena pegou a irmã pelo braço e a jogou para fora do quarto, disse não ser tão tola e vulnerável para ser atingida com chantagens baratas e desgastadas. Disse que não tinha vergonha do que estava fazendo. Sofia retrucou perguntando por que então não contara para seus pais. Helena se calou, não tinha pensado nisso, já que não tinha medo, por que não contava logo de uma vez e acabava com isso, mas estava receosa da reação que poderiam ter. Helena se perdeu em seus pensamentos e só foi acordar desse transe quando seu pai subiu e a viu segurando Sofia e olhando para o nada. Empurrou a garota, não com muita força, mas o suficiente para afastá-la da porta e conseguir fechá-la sem resistência externa e trancou-a.
Helena, então, sentou-se na cama, pegou um caderno e começou a escrever algumas coisas, as vezes até desconexas, mas que lhe eram como um desabafo. Dormiu ali, agarrada no caderno, apenas de toalha, no meio da bagunça de seu quarto de seus pensamentos.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Capítulo 7 - Sofia
Helena acordou nove e meia, era domingo. Levantou, foi Omar café, só estavam ela e a irmã na casa, Helena evitava cruzar com ela pelos corredores para não ficar admirando a desgraça alheia, mas tinha vezes que as duas se trombavam, dessa vez foi na cozinha. Helena resolveu não sair desta vez, afinal, uma hora ou outra teria encará-la, pois já fazia pouco mais de um mês que estava este clima pesado entre as duas.
Ela se sentou de frente para a irmã, que era um ano mais nova, elas se encaravam por um instante e, até que Helena voltou sua atenção para seu pedaço de pão. As duas ficaram e silêncio por um tempo, até que Sofia tentou quebrar o clima perguntando se Helena estava bem. Ela apenas fez que sim com a cabeça. Sofia ficava tentando achar um assunto que não se referisse a Bruno, mas Helena foi mais direta e perguntou a irmã se gostava dele.
Neste momento, o telefone tocou e Helena foi atender na sala, deixando a irmã paralisada na cozinha.
Era Elisa. Naquele momento Helena se sentiu tão bem, faziam três dias que não se viam, já que não teve aula na sexta-feira para elas. As duas começaram a falar do que tinham feito. Conversaram durante cerca de meia hora, até que Helena ouviu um grito no fone dizendo para ela desligar.
Helena ficou realmente impressionada como as duas construíram uma amizade tão forte em apenas duas semanas de aula.
Quando Helena voltou, Sofia estava lavando a louça. Helena se sentou e ficou olhando o jeito desajeitado da irmã para andar, afinal, ainda estava se tratando devido a queda na cozinha.
Sofia tentou puxar um assunto, mas Helena não havia esquecido da pergunta e pediu que respondesse, desta vez de forma mais firme. A irmã fechou a torneira, se virou para Helena com olhar choroso e respondeu que a culpa não era dela, disse que ele, Bruno, havia a seduzido. Helena e interrompeu e refez a pergunta a encarando fixamente. Sofia desviou o olhar, suspirou baixinho, olhou para o chão e disse que sim com uma voz chorosa. Helena respirou fundo e voltou a comer.
Sofia então, começou a tirar o que faltava da mesa, quando se virou, Helena olhou o reflexo da irmã na janela e notou um leve sorriso sarcástico carregado de falsidade no rosto dela. A vontade de Helena era avançar na irmã e quebrar-lhe a outra perna, com as próprias mãos, mas não o fez, se manteve calma e continuou comendo seu pão.Helena
Ela se sentou de frente para a irmã, que era um ano mais nova, elas se encaravam por um instante e, até que Helena voltou sua atenção para seu pedaço de pão. As duas ficaram e silêncio por um tempo, até que Sofia tentou quebrar o clima perguntando se Helena estava bem. Ela apenas fez que sim com a cabeça. Sofia ficava tentando achar um assunto que não se referisse a Bruno, mas Helena foi mais direta e perguntou a irmã se gostava dele.
Neste momento, o telefone tocou e Helena foi atender na sala, deixando a irmã paralisada na cozinha.
Era Elisa. Naquele momento Helena se sentiu tão bem, faziam três dias que não se viam, já que não teve aula na sexta-feira para elas. As duas começaram a falar do que tinham feito. Conversaram durante cerca de meia hora, até que Helena ouviu um grito no fone dizendo para ela desligar.
Helena ficou realmente impressionada como as duas construíram uma amizade tão forte em apenas duas semanas de aula.
Quando Helena voltou, Sofia estava lavando a louça. Helena se sentou e ficou olhando o jeito desajeitado da irmã para andar, afinal, ainda estava se tratando devido a queda na cozinha.
Sofia tentou puxar um assunto, mas Helena não havia esquecido da pergunta e pediu que respondesse, desta vez de forma mais firme. A irmã fechou a torneira, se virou para Helena com olhar choroso e respondeu que a culpa não era dela, disse que ele, Bruno, havia a seduzido. Helena e interrompeu e refez a pergunta a encarando fixamente. Sofia desviou o olhar, suspirou baixinho, olhou para o chão e disse que sim com uma voz chorosa. Helena respirou fundo e voltou a comer.
Sofia então, começou a tirar o que faltava da mesa, quando se virou, Helena olhou o reflexo da irmã na janela e notou um leve sorriso sarcástico carregado de falsidade no rosto dela. A vontade de Helena era avançar na irmã e quebrar-lhe a outra perna, com as próprias mãos, mas não o fez, se manteve calma e continuou comendo seu pão.Helena
Capítulo 6 - Lembranças
Quando Helena chegou em casa não tinha ninguém, a mãe havia deixado o almoço na panela e um bilhete “Fui Ao Cabeleireiro”. Helena se serviu de um pouco de tudo, arroz, feijão e almôndegas, sentou-se e começou a comer pensando no que tinha acontecido no seu primeiro dia de aula e notou que passou a maior parte do tempo pensando no namorado e na nova amiga que adquirira mesmo sem querer. Começou a notar que tudo que havia feito tinha alguma relação ou com Bruno ou com Elisa.
Helena lavou a louça, foi tomar banho e se sentou na frente do computador, ligou a música e foi procurar alguma coisa na Internet. Achou um blog e começou a ler, os textos eram intensos, diretos, textos realmente interessantes. Helena resolver ver sobre a autora, se chamava Gina, morava na cidade, tinha quinze anos e era linda. Havia um link no perfil da garota quedava numa pagina de relacionamentos.
Helena a adicionou e logo foi aceita, Gina começou a puxar assunto, falando sobre livros e música, passaram, um bom tempo conversando. Enquanto isso, Helena as fotos da menina, que tinha os cabelos compridos com franja, preto com a metade de baixo tingida de roxo. Tinha os olhos castanhos e era bem branquinha, parecia uma boneca de tão perfeitinha.
As duas estavam conversando quando Helena ouviu o barulho da porta, era sua mãe, que entrou com compras. Helena ficou olhando as sacolas com uma cara de interrogação, então Silvia disse que aproveitou para passar no mercado já que estava de folga e tinha saído.
Helena se despediu de Gina, que disse para marcarem, de se encontrar um dia, e foi ajudar a mãe.
Silvia era uma mulher muito bonita e conservada para a idade, aparentava menos do que seu quarenta anos de idade. Estava com os cabelos levemente castanhos e cortados bem curtinhos. Era uma mulher alta, elegante e muito inteligente, era formada em Direito e trabalhava em um escritório de advocacia, mas ainda tinha alguns dias de férias pela frente.
As duas começaram a conversar sobre a escola e Silvia ficou chocada com o que a filha tinha feito, mas não deu nenhum sermão, só disse que não queria ser chamada na escola por coisas assim e riu.
Pouco depois, Sofia chegou com o pai, na hora, Helena largou as coisas e saiu da cozinha, afinal, ainda não aguentava olhar para a cara da irmã, Ela subiu para o quarto e ficou lá até a hora do jantar.
Na verdade, Helena não sabia porque não conseguia olhar para Sofia, se era por causa do que a irmã tinha feito a ela ou por causa das cicatrizes que ela tinha. Embora não se arrependesse do que tinha feito, não aguentava ficar olhando para a irmã, não aguentava a lembrança daquele dia.
Helena lavou a louça, foi tomar banho e se sentou na frente do computador, ligou a música e foi procurar alguma coisa na Internet. Achou um blog e começou a ler, os textos eram intensos, diretos, textos realmente interessantes. Helena resolver ver sobre a autora, se chamava Gina, morava na cidade, tinha quinze anos e era linda. Havia um link no perfil da garota quedava numa pagina de relacionamentos.
Helena a adicionou e logo foi aceita, Gina começou a puxar assunto, falando sobre livros e música, passaram, um bom tempo conversando. Enquanto isso, Helena as fotos da menina, que tinha os cabelos compridos com franja, preto com a metade de baixo tingida de roxo. Tinha os olhos castanhos e era bem branquinha, parecia uma boneca de tão perfeitinha.
As duas estavam conversando quando Helena ouviu o barulho da porta, era sua mãe, que entrou com compras. Helena ficou olhando as sacolas com uma cara de interrogação, então Silvia disse que aproveitou para passar no mercado já que estava de folga e tinha saído.
Helena se despediu de Gina, que disse para marcarem, de se encontrar um dia, e foi ajudar a mãe.
Silvia era uma mulher muito bonita e conservada para a idade, aparentava menos do que seu quarenta anos de idade. Estava com os cabelos levemente castanhos e cortados bem curtinhos. Era uma mulher alta, elegante e muito inteligente, era formada em Direito e trabalhava em um escritório de advocacia, mas ainda tinha alguns dias de férias pela frente.
As duas começaram a conversar sobre a escola e Silvia ficou chocada com o que a filha tinha feito, mas não deu nenhum sermão, só disse que não queria ser chamada na escola por coisas assim e riu.
Pouco depois, Sofia chegou com o pai, na hora, Helena largou as coisas e saiu da cozinha, afinal, ainda não aguentava olhar para a cara da irmã, Ela subiu para o quarto e ficou lá até a hora do jantar.
Na verdade, Helena não sabia porque não conseguia olhar para Sofia, se era por causa do que a irmã tinha feito a ela ou por causa das cicatrizes que ela tinha. Embora não se arrependesse do que tinha feito, não aguentava ficar olhando para a irmã, não aguentava a lembrança daquele dia.
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