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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Capítulo 25 - Proteção

          Helena seguiu seu caminho na direção ao apartamento de Thaís evitando pensar no que Bruno havia dito, o que era praticamente impossível. Ela queria saber o que ele faria, o que ele estava planejando.
          Depois de andar um pouco, chegou no portão da prédio de Thaís, que veio abrir o portão para ela. Era um prédio antigo, no estilo dos anos 60. Thaís estava diferente, o cabelo tinha perdido o tom avermelhado, o cabelo estava um pouco mais curto, na altura do queixo, estilo Chanel, mas mesmo assim, se mantinha bonita. Estava mais arrumada que o normal, para alguém que está em casa. As duas subiram conversando até o apartamento, nada muito relevante, assuntos do dia a dia, colocando o assunto em dia, afinal, as duas não se conversavam direito deis de a volta de Helena com Elisa.
          Chegando no apartamento, Helena viu dois pés com tênis rosas, e quando entrou, viu uma menina que ela conhecia, de algum lugar, não lembrava de onde. Thaís apresentou as duas, era uma prima dela, seu nome era Giovanna. A menina levantou num salto, abraçou Helena e disse que estava muito feliz em conhecê-la, que sentia falta das conversas delas e tudo e tal. Helena então a reconheceu, principalmente depois de ver as mechas rosa na nuca. Era Gina, a garota do blog.
          Thaís ficou surpresa das duas se conhecerem, Gina era uma prima dela. As três passaram bastante tempo conversando bastante, fizeram um lanche, discutiram idéias e marcaram de ir ao cinema junto. Infelizmente, estava ficando tarde, Helena e Giovanna tinham que voltar para casa. Thaís as levou para o ponto de ônibus mais próximo, e, depois de Gina ter ido embora, Thaís e Helena conversara, um pouco mais, e Helena contou o que havia acontecido no ônibus. Thaís disse para ela evitar andar sozinha e procurar um jeito de se armar, mesmo que com desodorante aerossol e isqueiro. Ela disse que sabia de um lugar onde ela poderia conseguir spray de pimenta, e que, se ela quisesse, ela poderia conseguir. Helena disse que seria bom, mas não levava muita fé que isso adiantaria alguma coisa. Ela já estava pensando no que fazer a respeito disso. Helena então embarcou no ônibus e acenou para Thaís, que fez o mesmo e segui u seu caminho de volta.
          Helena ficou pensando na volta no que poderia fazer para evitar Bruno, pensou logo em uma navalha que tinha em casa, que usava para cortar o cabelo,Pensou em carregá-la na bolsa, mas logo começou a pensar em outras coisas. Talvez um spray de pimenta não fosse má idéia, mas ainda assim, a idéia da navalha não lhe saia da cabeça.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Capítulo 6 - Lembranças

Quando Helena chegou em casa não tinha ninguém, a mãe havia deixado o almoço na panela e um bilhete “Fui Ao Cabeleireiro”. Helena se serviu de um pouco de tudo, arroz, feijão e almôndegas, sentou-se e começou a comer pensando no que tinha acontecido no seu primeiro dia de aula e notou que passou a maior parte do tempo pensando no namorado e na nova amiga que adquirira mesmo sem querer. Começou a notar que tudo que havia feito tinha alguma relação ou com Bruno ou com Elisa.
Helena lavou a louça, foi tomar banho e se sentou na frente do computador, ligou a música e foi procurar alguma coisa na Internet. Achou um blog e começou a ler, os textos eram intensos, diretos, textos realmente interessantes. Helena resolver ver sobre a autora, se chamava Gina, morava na cidade, tinha quinze anos e era linda. Havia um link no perfil da garota quedava numa pagina de relacionamentos.
Helena a adicionou e logo foi aceita, Gina começou a puxar assunto, falando sobre livros e música, passaram, um bom tempo conversando. Enquanto isso, Helena as fotos da menina, que tinha os cabelos compridos com franja, preto com a metade de baixo tingida de roxo. Tinha os olhos castanhos e era bem branquinha, parecia uma boneca de tão perfeitinha.
As duas estavam conversando quando Helena ouviu o barulho da porta, era sua mãe, que entrou com compras. Helena ficou olhando as sacolas com uma cara de interrogação, então Silvia disse que aproveitou para passar no mercado já que estava de folga e tinha saído.
Helena se despediu de Gina, que disse para marcarem, de se encontrar um dia, e foi ajudar a mãe.
Silvia era uma mulher muito bonita e conservada para a idade, aparentava menos do que seu quarenta anos de idade. Estava com os cabelos levemente castanhos e cortados bem curtinhos. Era uma mulher alta, elegante e muito inteligente, era formada em Direito e trabalhava em um escritório de advocacia, mas ainda tinha alguns dias de férias pela frente.
As duas começaram a conversar sobre a escola e Silvia ficou chocada com o que a filha tinha feito, mas não deu nenhum sermão, só disse que não queria ser chamada na escola por coisas assim e riu.
Pouco depois, Sofia chegou com o pai, na hora, Helena largou as coisas e saiu da cozinha, afinal, ainda não aguentava olhar para a cara da irmã, Ela subiu para o quarto e ficou lá até a hora do jantar.
Na verdade, Helena não sabia porque não conseguia olhar para Sofia, se era por causa do que a irmã tinha feito a ela ou por causa das cicatrizes que ela tinha. Embora não se arrependesse do que tinha feito, não aguentava ficar olhando para a irmã, não aguentava a lembrança daquele dia.